Desemprego deve se manter alto em economias avançadas, diz FMI

Apesar de avanços previstos para alguns países neste ano, a taxa média de desemprego nas economias dos países mais desenvolvidos deverá permanecer alta pelo menos até o final de 2011, segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para muitas economias avançadas - onde a crise financeira esteve centralizada - a recuperação deverá ser lenta.

BBC Brasil |

Nesse contexto, o alto desemprego deverá ser o principal desafio dessas economias à medida que a recuperação ganha ritmo", diz um capítulo do relatório World Economic Outlook divulgado nesta quarta-feira.

"A taxa de desemprego permanecerá alta - em torno de 9% - até o fim de 2011. Além disso, a taxa de desemprego permanecerá em elevação mesmo à medida que o emprego comece a crescer, devido à contínua expansão da força de trabalho", diz o documento.

O documento analisa a trajetória da taxa de desemprego em 21 economias avançadas e alerta para o risco de que as altas taxas de desemprego levem a problemas estruturais.

"Como o alto desemprego pode se transformar rapidamente em um problema estrutural, isso pode levar a graves desafios políticos e sociais", diz o texto.

Medidas
Segundo o relatório, políticas monetárias e fiscais convencionais continuam sendo as principais ferramentas para aumentar o emprego, por meio de seu impacto na atividade econômica.

"Em países em que as taxas de desemprego se mantêm altas e a economia opera abaixo de seu potencial, políticas de estímulo permanecem justificadas", diz o documento.

Segundo o FMI, medidas destinadas ao setor financeiro também são essenciais, já que muitos setores ligados à geração de emprego dependem de crédito bancário.

"Medidas para restaurar a saúde das folhas de pagamento de instituições financeiras também são importantes para garantir a retomada do fluxo de crédito às empresas", diz o texto.

O desemprego é um dos principais problemas enfrentados por alguns países atingidos mais duramente pela recessão.

Nos Estados Unidos, desde dezembro de 2007, quando o país entrou em recessão, foram perdidos mais de 8 milhões de empregos.

A previsão de diversos analistas e do próprio governo americano é de que a taxa de desemprego no país, atualmente em 9,7%, permaneça neste patamar ao longo deste ano.

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