Desemprego cresce na Grã-Bretanha; governo prevê retração de 3,5%

O índice de desemprego subiu de 6,1% para 6,7% na Grã-Bretanha, segundo dados divulgados pelo governo nesta quarta-feira. No mesmo dia, o ministro da Fazenda britânico, Alistair Darling, anunciou que a economia do país deve retrair 3,5% neste ano, mas que o crescimento será retomado ainda no final de 2009.

BBC Brasil |

Entre dezembro e fevereiro, o número de pessoas sem emprego cresceu em 177 mil, atingindo 2,1 milhões de pessoas - o número mais alto desde que o Partido Trabalhista chegou ao poder, em 1997.

A quantidade de pessoas que pediram seguro-desemprego aumentou em 73,7 mil em março, atingindo a marca de 1,46 milhões. O aumento de pedidos foi menor do que o esperado.

Retomada
Darling apresentou nesta quarta-feira no Parlamento o orçamento do governo britânico para o próximo ano fiscal.

O orçamento é uma das principais ferramentas do governo para enfrentar o que o ministro chamou de "a crise econômica global mais grave em 60 anos".

Darling disse acreditar que a economia retomará o crescimento ainda no final deste ano, mas que ainda assim o PIB britânico terminará o ano com crescimento negativo. Ele previu que a Grã-Bretanha terá retração de 3,5% neste ano, mas que crescerá 1,25% em 2010 e 3,5% em 2011.

"Previsões publicadas pelo FMI hoje (nesta quarta-feira) confirmam os problemas que os países enfrentarão neste ano", disse Darling. "Mas elas também mostram que a economia britânica vai sofrer menos do que a Alemanha, o Japão e a Itália, e menos do que a zona do euro neste ano."
Segundo o ministro, o crescimento seria provocado por investimentos em indústrias "do futuro" - ambientalmente sustentáveis, de manufatura de produtos elaborados e em sistemas de comunicação.

Darling prometeu a geração de 250 mil empregos, com investimento de US$ 380 milhões para treinamento e oportunidades para trabalhadores mais jovens.

Pelo orçamento, o governo britânico tomará mais de US$ 250 bilhões em empréstimos durante o próximo ano fiscal - o que equivale a mais de 12% do PIB nacional.

A dívida nacional, incluindo o custo de se estabilizar o sistema bancário com pacotes de incentivo, aumentaria de 59% do PIB em 2009, para 68% em 2010, atingindo 74% em 2011. O índice ultrapassaria 78% nos anos seguintes. Darling prevê que o endividamento nacional só começará a cair em relação ao PIB a partir de 2015.

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