Desempenho do Brasil em educação fica na média latino-americana, diz Unesco

Santiago do Chile, 20 jun (EFE) - A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou hoje um relatório no qual indica que a educação fundamental aplicada no Brasil fica na média da América Latina. O documento destaca que Cuba é o país latino-americano e do Caribe com os melhores resultados na educação primária. Além disso, Paraguai, Equador e os Estados da América Central apresentaram os piores níveis educativos na região.

EFE |

O relatório, feito entre 2004 e 2008, foi apresentado nesta sexta-feira em Santiago do Chile e, simultaneamente, em outros 15 países e no estado mexicano de Nuevo León, os quais participaram do projeto.

Para o estudo foram avaliados cerca de 200 mil estudantes da terceira e sexta série do ensino fundamental.

O estudo foi elaborado pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE) e conta com o apoio do Escritório Regional da Unesco para a América Latina e o Caribe, com sede em Santiago do Chile.

O relatório, que estabelece o nível médio da região em 500 pontos, destaca a liderança de Cuba, que se situa entre 600 e 700 pontos tanto em matemática e leitura, as duas matérias avaliadas na terceira série, quanto em matemática e ciência de sexta série, enquanto nesse nível a leitura está entre 500 e 600 pontos.

Atrás do país estão Costa Rica, México, Uruguai e Chile, com uma qualificação de entre 500 e 600 pontos em todas as áreas avaliadas, enquanto na média regional se encontram, além do Brasil, Colômbia, Peru e Argentina.

Guatemala, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Equador, Paraguai e El Salvador se encontram, em todas as matérias avaliadas, abaixo da média regional, entre 400 e 500 pontos, exceto na última nação, cujo nível de leitura na terceira série se situa na média regional.

Quanto aos alunos melhor preparados, a metade dos estudantes de Cuba alcança o nível mais alto de aprendizagem, percentual muito superior ao do resto de países da região, principalmente a do Panamá, Paraguai, Guatemala, Nicarágua e República Dominicana, que têm menos de 3% de estudantes excelentes.

O estudo afirma que ainda é preciso avançar na igualdade da distribuição da aprendizagem nas diferentes camadas da população e destaca que a segregação econômica e racial tem um efeito negativo sobre os resultados do ensino.

O relatório, que não diferencia entre escolas públicas, privadas e subvencionadas, destaca que os colégios localizados em zonas rurais são os mais desfavorecidos, mas insiste em que a qualidade do ensino e o bom clima nos centros são o principal fator que explica (entre 40% e 49%) o bom desempenho de seus alunos.

Segundo o estudo, isto permite reduzir as desigualdades de aprendizagem associadas a disparidades econômicas, consideradas a segunda variável que determina o bom desempenho dos estudantes, já que o Produto Interno Bruto (PIB) explica entre 12% e 49% da variação no rendimento.

O relatório, que não dispõe dos dados econômicos de Cuba, detalha que Argentina, Chile, Costa Rica, México e Uruguai contam com renda per capita de pelo menos US$ 9 mil anuais, enquanto Equador, Guatemala, Nicarágua e Paraguai contam com menos de US$ 4.500 per capita ao ano. EFE frf/db

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