Descobertos casos em que o estresse mental reduz fluxo sangüíneo ao coração

Pessoas com problemas cardíacos são vulneráveis aos efeitos do estresse mental com uma forte redução do fluxo de sangue ao coração, anunciaram pesquisadores da Universidade da Flórida, que identificaram a variação genética desses enfermos.

AFP |

"Detectar esse gene nos pacientes é uma maneira de identificar o risco que enfrentam ante esse fenômeno", disse David Sheps, chefe do departamento de medicina cardiovascular da Universidade da Flórida (UF).

As pessoas com essa variação genética têm três vezes mais possibilidades de uma redução do fluxo sanguíneo ao coração, um fenômeno que os médicos denominam de isquemia, do que pacientes que não possuem esse gene, apontou o estudo.

A isquemia aumenta as chances de que esses pacientes sofram um ataque do coração, assim como apresentem anormalidades no ritmo cardíaco ou morte súbita, anunciaram os pesquisadores.

"O estresse mental torna o coração mais propenso a desenvolver arritmias, instabilidade e que o fluxo sangue seja limitado", explicou Sheps.

"O estresse parece aumentar as pulsações e a pressão sangüínea rapidamente, incrementando a necessidade de sangue rico em oxigênio no coração".

No entanto, esse sangue oxigenado "chega em menor quantidade, em parte porque as artérias se contraem e impedem que o sangue flua", esclareceu Sheps.

Os pesquisadores temem que esta reação seja, na realidade, mostra de como os pacientes cardíacos respondem ao estresse do dia-a-dia.

Calcula-se que 10% de todos os pacientes com doenças cardíacas experimentem redução de fluxo do sangue ao coração causado pelo estresse mental. Em alguns subgrupos de pacientes o fenômeno pode ser ainda mais relevante e atingir 40% dos pacientes, indicou o estudo da UF.

jco/cl/sd

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