Descoberto novo método para evitar rejeição de órgãos em transplantes

(Embargada até 3h de Brasília de 27 de dezembro). Washington, 27 dez (EFE).- Cientistas americanos da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de um novo tratamento que neutraliza a rejeição de um órgão em transplantes, segundo artigo da revista Transplantation.

EFE |

De acordo com a publicação, o método concentra seu ataque nas células plasmáticas que produzem os anticorpos causadores da rejeição.

A descoberta tem como base o uso do medicamento bortezomib, que demonstrou sua eficiência nos casos de transplante de rim. Seu uso permitiu reverter a rejeição depois que não houvesse reação mediante tratamentos convencionais.

Até agora o bortezomib era aplicado quase exclusivamente no tratamento do mieloma múltiplo, um câncer das células plasmáticas.

Os cientistas deram o remédio a seis pessoas que deveriam receber rins, mas tinham mostrado forte rejeição do órgão. Em cada caso, o tratamento proporcionou uma neutralização básica da rejeição, prolongou a redução nos níveis de anticorpos e melhorou a função orgânica durante pelo menos cinco meses.

Jason Every, oncologista e co-autor do estudo, explicou que o efeito tóxico vinculado ao remédio era previsível e controlável, e de menor nível se comparado ao de outros agentes anticancerígenos.

"Temos prazer em confirmar que sua toxicidade é similar em receptores que mostram uma rejeição orgânica resistente ao tratamento. Esperamos que seja terapeuticamente viável", comentou.

Para ele, o bortezomib ajudará a medicina a contar com um novo agente imunossupressor (que minimiza os efeitos colaterais) de uso nas células plasmáticas com uma eficácia similar às que atacam os remédios que buscam neutralizar as células de imunização. EFE ojl/dp

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