Descoberto mecanismo molecular que leva à síncope e morte súbita

Washington, 8 mai (EFE) - Uma equipe do Hospital de Rhode Island encontrou chaves sobre o mecanismo molecular que causa a arritmia cardíaca e a forma como leva à morte súbita, publica hoje a revista Journal of Clinical Investigation. As descobertas, segundo o artigo, poderiam abrir caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos com um enfoque genético para cuidar e prevenir arritmias cardíacas fatais. Os problemas cardíacos estão entre as principais causas de morte nos Estados Unidos e a maioria das mortes cardíacas repentinas está ligadas às arritmias, incluindo condições como síndrome de Romano Ward. O transtorno do sistema elétrico do coração que causa palpitações rápidas e caóticas e que pode ser hereditário ou resultado de certos remédios habitualmente afeta crianças e adultos jovens que, de resto, são saudáveis. Embora a síndrome, conhecida por sua sigla em inglês como LQTS, pareça relativamente rara, os especialistas acreditam que não seja diagnosticada de forma adequada e isto significa que algumas de suas variantes poderiam ser mais comuns que o calculado. A síndrome recebe seu nome de um intervalo notavelmente prolongado em um eletrocardiograma. O intervalo QT corresponde ao tempo que leva para os ventrículos se despolarizarem e repolarizarem, de modo que estejam prontos para um novo ciclo de contração. Na maioria dos pacientes com este problema são observados defeitos nos pequenos canais que permitem que os íons com carga elét...

EFE |

"Continuamos estudando por que a arritmia causa a morte cardíaca repentina em alguns pacientes, mas não em outros, e quais são os mecanismos ou anormalidades moleculares que podem estar envolvidos nisto", disse o autor principal do estudo, Gideo Koren.

Ele dirige o centro de pesquisa cardiovascular na Escola Warren Alpert de Medicina na Universidade Brown (Rhode Island).

Uma das razões pelas quais até agora pouco se sabe deste assunto é que não houve um bom modelo de estudo com animais.

Por isso, Koren e sua equipe desenvolveram um modelo animal de LQTS que permite que os pesquisadores estudem os vários mecanismos que iniciam a arritmia e causam a morte repentina. Este é o primeiro modelo genético no mundo que simula o que ocorre durante a arritmia nos humanos.

Os pesquisadores produziram modelos animais das duas formas genéticas mais comuns de LQTS nos humanos que resultam na produção de canais de íons anormais.

Os cientistas descobriram que ambos os modelos eliminam seletivamente seus respectivos canais de íon de potássio e isso leva a um prolongamento significativo do intervalo QT. EFE jab/db

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