Descoberto gene que pode aumentar produção de anticorpos contra HIV

Washington, 11 set (EFE).- Cientistas americanos descobriram um gene, o Apobec3, que pode aumentar a produção de anticorpos para neutralizar os retrovírus, o que permitiria criar uma vacina contra o vírus de imunodeficiência humana (HIV) que causa a aids.

EFE |

Um relatório da revista "Science" divulgado hoje indica que a descoberta foi feita por uma equipe de pesquisa do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia, filiado à Universidade da Califórnia (EUA) e o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid).

Os cientistas desses organismos realizaram vários experimentos genéticos nos pares de ratos com diferentes perfis genéticos do Apobec3 e do Rfv3, um gene importante para a recuperação da infecção retroviral em ratos.

Segundo os pesquisadores, o estudo demonstra que o Apobec3, que existe também nos humanos na mesma região cromossômica, da mesma forma que o Rfv3, controla a capacidade dos ratos de produzir anticorpos que neutralizam o retrovírus.

"Estas descobertas acrescentam uma nova dimensão a nossa compreensão da biologia do Apobec3, que poderiam nos ajudar a atacar a pandemia do HIV neutralizando o problema dos anticorpos", assinalou Warner Greene, diretor do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia.

Sua hipótese se sustenta em estudos anteriores que mostram que as proteínas produzidas por Apobec3 têm propriedades anti-HIV e que a região do cromossomo na qual se encontra o gene influi na capacidade desse vírus para infectar o organismo.

A descoberta sugere que este gene pode influir na produção de anticorpos o que explicaria por que algumas pessoas que estão repetidamente expostas ao HIV não se infectam.

Os anticorpos são a chave para combater as infecções virais. A maioria das vacinas contra as doenças virais tem como alvo estimular a criação orgânica de defesas (anticorpos) contra o vírus.

Até o momento, não foi possível fazer uma vacina que estimule artificialmente a produção de anticorpos que neutralizem o HIV, já que poucas pessoas infectadas são capazes de desenvolver de forma natural uma resposta imunológica.

No mundo, cerca de 40 milhões de pessoas vivem com HIV e, em 2007, segundo dados da ONU, a aids causou 2,1 milhões de mortes. EFE elv/bm/rr

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