Descoberta terapia genética contra tipo de cegueira congênita

Uma terapia genética experimental permitiu restaurar, em parte, a visão de pessoas que sofrem de cegueira progressiva congênita, de acordo com estudos publicados no domingo e considerados promissores para tratar de uma série de doenças irreversíveis da retina.

AFP |

A pesquisa foi realizada em três jovens adultos do Hospital Pediátrico da Filadélfia (Pensilvânia, leste), que sofrem de Amaurose Congênita de Leber (ACL), uma forma pouco freqüente de retinopatia caracterizada por um grave déficit visual desde os primeiros meses de vida e que, em longo prazo, ocasiona perda severa da visão.

Embora os pacientes não tenham registrado uma visão completamente normal, os resultados preliminares são estimulantes, já que desencadearam outros estudos para avaliar o tratamento contra a ACL e, eventualmente, contra outras doenças da retina, destacou Albert Maguire, professor de Pediatria do serviço de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia.

"Os resultados desse teste clínico são importantes para o conjunto do campo de investigação da terapia genética", estimou Katherine High, do Hospital de Pediatria da Filadélfia, que liderou os trabalhos.

A pesquisa "aporta provas objetivas de uma melhora da capacidade da retina para captar a luz", acrescentou.

Após o tratamento, os três jovens eram capazes de ler linhas na tabela utilizada pelos oftalmologistas para examinar a visão, enquanto que, antes, podiam apenas detectar os movimentos das mãos.

"Os testes padrões mostraram uma melhora importante na visão dos pacientes", disse Alberto Auricchio, do Instituto Telethon de Genética e de Medicina em Nápoles (Itália), um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, cada um dos olhos tratados foi três vezes mais sensível à luz do que os que não receberam tratamento.

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