Descoberta genética pode ajudar no combate a degeneração macular

LONDRES (Reuters) - Cientistas descobriram uma mutação genética ligada ao tipo mais comum de cegueira no mundo desenvolvido, alimentando assim esperanças sobre o surgimento de um tratamento mais eficiente para o problema ou mesmo sua cura. Pesquisadores britânicos afirmaram na terça-feira terem encontrado dentro de um gene chamado Serping1 seis variantes associadas à degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

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"Nossas descobertas ampliam o dados sobre a genética da degeneração macular relacionada à idade e podem levar ao aparecimento de novos tratamentos para esse tipo comum e devastador de doença", afirmaram Sarah Ennis e Andrew Lotery, da Universidade de Southhampton, na revista Lancet.

A DMRI --um processo durante o qual sofrem danos as delicadas células da mácula, uma região do centro da retina-- torna-se mais comum à medida que a população do mundo envelhece.

Cerca de 90 por cento dos doentes de DMRI possuem a chamada versão seca do mal, para a qual não há nenhum tipo de tratamento.

O restante possui a versão úmida, que ocorre quando pequenas veias crescem entre a retina e o fundo do olho. Essa forma da doença pode ser combatida por meio de medicamentos modernos como o Lucentis, da Novartis e da Genentech, e o Macugen, da Pfizer's.

(Reportagem de Ben Hirschler)

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