Descoberta a mais jovem supernova da Via Láctea

A descoberta da mais jovem supernova conhecida em nossa galáxia, a Via Láctea, poderá fazer avançar os conhecimentos sobre as explosões das estrelas no final da vida - que parecem desempenhar um papel importante na dinâmica galáctica, segundo trabalhos de cientistas publicados durante a semana.

AFP |

A idade desta supernova, com existência estimada em cerca de 140 anos, seria de cerca de 200 anos menos que a supernova considerada até então a mais jovem desta categoria de objetos celestes da Via Láctea.

Batizada Cassiopeia, teria se produzido por volta de 1680, segundo as estimativas baseadas nos restos da explosão luminosa.

Uma supernova descreve o conjunto de fenômenos diretamente ligados à explosão de uma estrela, acompanhada de um aumento breve mas extremamente intenso de sua luminosidade.

O astrofísico Stephen Reynolds da Universidade do Estado da Carolina do Norte (sudeste), principal autor desta descoberta, supõe que este objeto, batizado G1.9+0.3, é uma supernova muito recente estudada por astrônomos há mais de 50 anos.

Ele examinou imagens do objeto tomadas pelo telescópio espacial americano "Chandra X-Ray Observatory" em 2007 e as comparou às obtidas em 1985 pelo telescópio "National radio astronomy observatory's very large array" da Nasa.

As imagens provenientes do telescópio Chandra não apenas confirmaram que se tratava de um fenômeno de supernova recente, mas mostraram também que esta supernova aumentou seu tamanho em 16% em apenas 22 anos.

Ficou estabelecido que esta estrela explodiu há 140 anos, ou ainda mais tarde se a velocidade da explosão diminuiu, explica Stephen Reynolds.

As supernovas parecem desempenhar um papel essencial na história do universo porque, a explosão de uma estrela que chega ao final da vida, após ter esgotado seu combustível nuclear, libera elementos químicos. Além disso, a onda de choque da supernova favorece a formação de novas estrelas, explicam os astrônomos.

As supernovas são acontecimentos raros na dimensão humana, com uma freqüência de três por século na nossa Via Láctea.

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