Desbloqueio de ferrovia em Machu Picchu pode levar sete semanas

Por Teresa Céspedes LIMA (Reuters) - Pelo menos sete semanas serão necessárias para desbloquear a principal ferrovia de acesso a Machu Picchu, ícone do turismo no Peru, que segue interrompida por deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas, um golpe à indústria turística do país, disseram fontes do setor nesta sexta-feira.

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"Desbloquear a ferrovia sul que vai desde Ollantaytambo até Machu Picchu vai demorar pelo menos umas sete semanas", disse à Reuters o gerente-geral da operadora de trem PeruRail, Armando Pareja.

Na segunda-feira, cerca de 2 mil turistas ficaram presos em Aguas Calientes, cidade aos pés da montanha onde está Machu Picchu --uma das sete novas maravilhas do mundo.

O número de pessoas duplicou com a chegada de centenas de visitantes que estavam isolados em outras áreas, como o Caminho do Inca, a única trilha que leva a Machu Picchu após uma caminhada de quatro dias.

A ferrovia continuava bloqueada em vários trechos e foi danificada em outros, assombrando o panorama da vital indústria turística da região.

Pareja disse que a PeruRail também avalia usar o acesso norte a Machu Picchu, uma rota mais longa que inclui um trecho por estrada até uma estação ferroviária que chega à cidade inca.

Mas o gerente-geral da Câmara Nacional de Turismo (Canatur), Bartolomé Campaña, disse que a rota norte "seria complicada e ainda oferece risco de deslizamentos".

Ele acrescentou que uma das alternativas para chegar a Machu Picchu seria por via aérea, apesar de reconhecer que o custo seria muito elevado.

O funcionário do Instituto Nacional de Cultura encarregado de Machu Picchu, Gilber Carpio, estimou, no entanto, que a recuperação da ferrovia levará mais tempo.

"Estimamos que isso levará pelo menos três meses".

As fortes chuvas provocaram deslizamentos de terra que deixaram pelo menos cinco mortos, segundo dados oficiais.

"Vivemos do negócio dos turistas e agora que todos se foram, não teremos recursos para sustentar nossos filhos", disse uma moradora de Aguas Calientes, Teresa Cabrera.

(Reportagem adicional de Alfredo Loayza em Machu Picchu)

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