Desativação de bomba eleva alerta na Colômbia para eleições

Bogotá, 13 mar (EFE).- A desativação hoje de um carro-bomba no centro da cidade de Cali elevou o alerta na Colômbia para as eleições legislativas deste domingo, que terão forte aparato de segurança para evitar ataques da guerrilha.

EFE |

Assim a Colômbia se prepara para realizar as eleições, encaradas como fundamentais para as presidenciais de maio. Do pleito deste domingo, surgirá a nova formação do Congresso, que delineará futuras alianças entre candidatos à chefia de Estado.

O dia começou calmo em grande parte do território nacional, mas passado o meio-dia a tensão surgiu com a desativação pela Polícia de um carro-bomba no centro de Cali, cidade no sudoeste da Colômbia.

Na mesma operação, as autoridades detiveram duas pessoas que teriam estacionado o carro nas cercanias das sedes do Governo departamental (estadual) e da Prefeitura.

O comandante da Polícia de Cali, general Miguel Ángel Bojacá, disse que os detidos aparentemente pertencem à frente Manuel Cepeda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Após o alerta pelo carro-bomba, comércios e casas da área foram esvaziados e o tráfego foi suspenso nas ruas, gerando caos no departamento (estado) de Valle del Cauca.

Apesar das ameaças e da recente apreensão de 3 toneladas de explosivos em vários pontos do país, diz-se na Colômbia que as eleições até agora são as mais calmas das últimas duas décadas.

Entre o destacamento de 250 mil militares e policiais, além de agentes disfarçados, quase 30 milhões de pessoas estão convocadas às urnas para escolher, entre mais de 2.500 candidatos, os 102 membros do Senado e 166 da Câmara.

Também, pela primeira vez e de forma direta, serão escolhidos cinco integrantes colombianos para o Parlamento Andino, além dos candidatos presidenciais dos partidos Conservador e Verde para as eleições de 30 de maio.

"As condições de segurança em todos os períodos deste processo eleitoral e em todo o território nacional estão dadas", disse hoje o ministro da Defesa, Gabriel Silva.

Também neste sábado foi decretado o fechamento das fronteiras terrestres com a Venezuela e o Equador para evitar o voto duplo, um dos crimes eleitorais mais frequentes na Colômbia.

De acordo com o decreto, a medida, que estará em vigor das 4h (6h, Brasília) às 16h (18h) de domingo, busca evitar atentados "contra a transparência".

A medida não vale para Brasil, Peru e Panamá, países com os quais a Colômbia tem fronteiras, em grande parte, com selvas e rios.

Até a segunda-feira, impera também a lei seca, que procura prevenir distúrbios e acidentes. As eleições contarão com mais 100 observadores internacionais, a maioria da Organização dos Estados Americanos (OEA), distribuídos por todo o país.

Além de abrir caminho para as presidenciais, as eleições deste domingo permitirão a renovação de um Congresso desacreditado por causa da chamada "Parapolítica", escândalo que envolveu um terço dos legisladores. Dentro da polêmica, muitos políticos foram investigados, detidos ou condenados por nexos com paramilitares, a maioria de partidos que apoiam o presidente, Álvaro Uribe.

A novidade é que pela primeira vez seis antigos reféns das Farc tentam uma cadeira no Congresso. Seus programas reforçam a necessidade de buscar a reconciliação nacional. EFE rrm/rr

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