Terremoto e tsunami mataram 311, enquanto erupção do vulcão Monte Merapi provocou mais 30 vítimas

Desastres naturais já causaram pelo menos 341 mortes em diferentes regiões da Indonésia, que na terça-feira foi atingida por um terremoto seguido de tsunami, mesmo dia em que o vulcão Monte Merapi entrou em erupção.

O terremoto de 7,7 graus de magnitude atingiu a região das ilhas Mentawai, ao oeste de Sumatra. O tremor, que provocou um tsunami com ondas de até três metros, deixou 311 mortos e mais de 400 desaparecidos. Dez vilarejos foram parcial ou totalmente destruídos.

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Imagem aérea mostra destruição causada por terremoto e tsunami na ilha de Pagai
O tremor destruiu a maioria das casas localizadas no vilarejo costeiro de Betu Monga. No vilarejo de Muntei Baru, ondas de cerca de três metros destruíram 80% das construções.

As equipes de resgate têm dificuldade de chegar às zonas mais afetadas. Só na quarta-feira os primeiros helicópteros com ajuda humanitária começaram a pousar nestas áreas, porque na terça-feira a forte chuva impedia os trabalhos.

"O setor de segurança ouviu pessoas dizendo que não puderam segurar seus filhos, que eles foram arrastados", afirmou Hardimansyah, um funcionário do Departamento de Pesca.

"Todo mundo saIu correndo", disse uma moradora. "Ficamos olhando para trás para ver se uma onda estava vindo", acrescentou outra mulher.

Vulcão

Na ilha de Java, a erupção do vulcão Monte Merapi deixou 30 mortos, incluindo um bebê de dois meses. Outras 91 pessoas ficaram feridas e recebem tratamento para problemas respiratórios e queimaduras.

Também entre os mortos está o "guarda espiritual da montanha" Mbah Maridjan, que morreu enquanto orava em sua casa, situada a quatro quilômetros da montanha. Ao lado do guarda de 83 anos e entre os restos da casa, as equipes de resgate encontraram outros 14 mortos, inclusive um jornalista indonésio, que tinham buscado a proteção de Maridjan.

Na segunda-feira, mais de 11 mil pessoas tinham começado a deixar suas casas por causa da iminente erupção do Monte Merapi.

A Cruz Vermelha Indonésia distribuiu cobertores, plásticos e tendas nos centros de acolhimento que foram organizados na região do vulcão. Militares, policiais e funcionários civis cobertos com máscaras brancas se encarregam da evacuação das pessoas em caminhões e veículos do Exército e buscam sobreviventes na região.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 18 mil pessoas estão amparadas até o momento em abrigos fora do raio de segurança de dez quilômetros.

Com AFP e EFE

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