Desabrigados pelo terremoto na Itália começam a voltar para casa

Roma, 3 set (EFE).- Os desabrigados pelo terremoto que em 6 de abril devastou o centro da Itália deixarão nos próximos dias os acampamentos onde estavam até agora, informaram hoje os meios de comunicação daquele país.

EFE |

Segundo o chefe do serviço de Defesa Civil italiano, Guido Bertolaso, cerca de 18 mil pessoas terão a possibilidade de morar em novas casas antissísmicas, construídas especialmente para acomodá-los.

Os outros "serão hospedados em hotéis, residências e também nos alojamentos utilizados pelos líderes do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia)", durante a reunião de cúpula em julho.

O primeiro acampamento a ser desmontado será o da Praça das Armas de L'Aquila, onde vivem 1,5 mil pessoas. A meta da Defesa Civil é de que, até 6 de setembro, as pessoas que os peritos julgarem terem casas habitáveis deixem as tendas provisórias.

A mudança começará nos próximos dias, informaram as publicações italianas, que apontam que, entre os desabrigados pelo terremoto, alguns temem serem realojados longe de L'Aquila.

"Queremos ficar na cidade", declararam alguns dos desabrigados ao jornal "Il Messaggero".

Segundo a publicação "La Repubblica", outras pessoas tinham medo de que as fizesssem "entrar à força" nas casas, apesar de as réplicas do terremoto ainda não terem cessado.

O Governo decidiu ampliar o projeto destinado a construir novas moradias antissísmicas nessas áreas.

Devem ser construídas 5 mil residências, seguindo as orientações contra os terremotos, 500 a mais do que as 4,5 mil inicialmente previstas, que permitirão acomodar cerca de 15 mil pessoas.

Por último, o chefe do serviço de Defesa Civil declarou que "os trabalhos para a reconstrução estarão concluídos dentro do prazo estabelecido". EFE afp/dm-an

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