Washington, 3 dez (EFE).- A vitória eleitoral do republicano Saxby Chambliss no estado da Geórgia impedirá que os democratas alcancem as 60 cadeiras no Senado dos Estados Unidos, o que obrigará o partido do presidente eleito Barack Obama a buscar consenso em diversas questões.

Chambliss conseguiu em segundo turno a cadeira da Geórgia no Senado, vencendo seu rival democrata, Jim Martin, depois que nas eleições de 4 de novembro nenhum dos candidatos em disputa, incluindo Allen Buckley, conseguissem ao menos 50%.

Durante a disputa, Chamblisse e Martin enfatizaram a importância nacional do pleito na Geórgia e lançaram mão dos pesos pesados de seus respectivos partidos.

Obama não participou de atos de campanha por Martin, mas gravou um anúncio de rádio no qual apoiou sua candidatura.

Chambliss sempre reforçou a urgência de manter o "equilíbrio de poderes" no Congresso e, para isso, contou com o apoio do senador e ex-candidato presidencial republicano John McCain.

Na 111ª sessão do Congresso que começa em 6 de janeiro, os democratas terão um total de 58 votos - incluindo os dois independentes que costumam votar com eles -, em comparação com as 51 cadeiras conseguidas no pleito de 2006.

Ainda caso o democrata Al Franken vença o senador republicano Norm Coleman, em uma disputa ainda a ser definida em Minnesota, os democratas não terão os 60 votos necessários para frear as táticas dilatórias da oposição republicana.

De acordo com as regras do Senado, a minoria pode bloquear projetos de lei aos que se opõem com uma tática dilatória, conhecida no jargão parlamentar como filibusterismo, que retarda uma votação no plenário.

Alguns observadores disseram que, de todas as maneiras, o número mágico de 60 votos não necessariamente significa uma aprovação automática e livre de controvérsia das prioridades legislativas de Obama, como um segundo plano de estímulo econômico, a cobertura de saúde, ou a reforma energética.

E embora os republicanos tenham 41 cadeiras no Senado, isso não elimina as divisões que possam ter sobre vários assuntos ou os que vão recorrer automaticamente ao filibusterismo para torpedear os projetos democratas.

Do lado da Câmara dos Representantes, os democratas aumentaram ainda mais sua maioria, 255 cadeiras, contra 175 dos republicanos, embora faltem os resultados oficiais em várias disputas.

Na Virgínia, por exemplo, haverá uma apuração de votos em 16 de dezembro, para definir a disputa entre o democrata Tom Perriello e o republicano Virgil Goode, que perdeu com uma diferença de apenas 745 votos. EFE mp/rr

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