Por Richard Cowan WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conquistou uma importante vitória no Congresso nesta sexta-feira. A Câmara dos Representantes aprovou uma proposta para cortar a poluição das indústrias, vista como um fator para o aquecimento global.

A câmara baixa do Parlamento norte-americano aprovou o projeto sobre mudança climática, uma prioridade do governo Obama, por 219 votos contra 212. Somente oito republicanos se juntaram aos democratas para apoiar a medida.

Espera-se que o Senado agora tente escrever a sua própria versão da proposta, mas os prospectos ainda são incertos.

O projeto aprovado na câmara prevê que grandes companhias norte-americanas, como fábricas e refinarias, reduzam a emissão de dióxido de carbono e outros gases associados ao aquecimento global em 17 por cento até 2020 e em 83 por cento até 2050, tendo como base os níveis de 2005.

Eles farão isso adotando por etapas fontes de energia limpa.

"Os cientistas estão nos dizendo que há um grande consenso de que o aquecimento global é algo real e está aumentando muito rapidamente", afirmou o líder da Comissão de Comércio e Energia da câmara, Henry Waxman, principal defensor da legislação.

Segundo ele, o projeto criará empregos e ajudará os Estados Unidos a reduzirem a sua dependência das importações de petróleo.

Contudo, segundo os republicanos, a proposta não beneficia de forma efetiva o meio ambiente e nem ajuda a economia em crise.

John Boehner, líder dos republicanos, classificou a medida como "o projeto mais matador de empregos que já passou pela Câmara dos Representantes."

Para Joe Barton, republicano do painel de energia, as metas para o corte de emissão de carbono não são realistas. "Você vai ter que reduzir as emissões nos Estados Unidos para os níveis que tínhamos em 1910."

(Colaboraram Susan Cornwell em Washington e Peter Henderson em San Francisco)

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