Deputados dos EUA aprovam taxação de 90% sobre bônus de executivos

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira uma lei que prevê a taxação em 90% dos bônus dados a executivos de companhias auxiliadas recentemente pelo governo americano. A medida, liderada pelos democratas, foi aprovada por 328 a 93, com seis democratas e 87 republicanos votando contra.

BBC Brasil |

Ela deve ser votada agora pelo Senado e, se for aprovada, as duas casas vão eleger uma proposta comum e submetê-la novamente a votação.

A medida foi tomada após a divulgação que a seguradora AIG pagou bônus no valor de US$ 165 milhões a executivos, após receber US$ 170 bilhões do governo para continuar operando.

Vários dos executivos que receberam os bônus trabalham em departamentos que foram considerados diretamente responsáveis pelas decisões que quase levaram ao colapso da empresa.

Leia mais na BBC Brasil: Chefe da AIG pede que executivos devolvam bônus
A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, disse que "queremos nosso dinheiro de volta e o queremos agora, para o contribuinte".

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, vem sendo bastante criticado após a divulgação do pagamento dos bônus.

Por sua vez, o presidente americano, Barack Obama, disse que a opinião pública tem razão em sentir raiva, mas deve usar esta indignação de forma produtiva, criando mecanismos que impeçam novos abusos do sistema financeiro.

Obama reiterou sua confiança em Geithner e o manteve no cargo.

O procurador-geral do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse que a AIG será levada à justiça se não divulgar os nomes dos executivos que receberam os bônus ainda nesta quinta-feira.

"A ordem judicial vence hoje, mas não recebemos nada até agora. Se eles (AIG) não cumprirem a determinação, os levarei aos tribunais", disse ele.

Cuomo, disse que o pagamento dos bônus criou mais de 70 milionários entre os executivos da seguradora.

A seguradora AIG, uma das maiores do mundo, registrou um prejuízo de US$ 61,7 bilhões nos últimos três meses de 2008, a maior perda trimestral já registrada na história corporativa dos Estados Unidos.

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