Deputados do Hamas não reconhecerão Abbas como presidente palestino em janeiro

Os deputados do movimento radical islâmico Hamas anunciaram nesta segunda-feira, após uma reunião em Gaza, que deixarão de reconhecer Mahmud Abbas como presidente da Autoridade Palestina depois de 8 de janeiro por considerarem que nessa data seu mandato expira.

AFP |

A data limite do mandato de Abbas é alvo de polêmica entre seu partido, o movimento Fatah, e o Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza à força em junho de 2007.

O Hamas se baseia na lei fundamental, a Constituição da Autoridade Palestina, que fixa o mandato presidencial em quatro anos. Abbas foi eleito no dia 8 de janeiro de 2005.

Já o Fatah se baseia na lei eleitoral, que estipula que as eleições presidenciais e legislativas devem ser realizadas ao mesmo tempo, algo que prolongaria o mandato de Abbas em um ano, já que o atual Parlamento dominado pelo Hamas foi eleito em janeiro de 2006, por quatro anos.

"O mandato do presidente Abbas termina em 8 de janeiro e, por isso, não poderá permanecer em seu cargo um só minuto a mais depois dessa data", declarou à AFP Ahmad Bahar, vice-presidente do Parlamento, ao final da reunião em Gaza.

Abbas "deve encarregar a comissão eleitoral central da preparação de uma nova eleição presidencial, que deverá ser realizada no dia 9 de janeiro", acrescentou.

O Hamas considera que Bahar deve ser o substituto temporário de Abbas até a eleição de seu sucessor, pois o atual presidente do Parlamento, Aziz Doweik, que deveria ser o encarregado dessa substituição, está preso em Israel.

Abbas, que sucedeu Yasser Arafat, considera que a forma de pôr fim à crise com o Hamas é realizar simultaneamente as eleições presidencial e legislativas em uma data fixada em comum acordo por ambas as partes.

Dos 120 deputados do Parlamento palestino, 74 são do Hamas. Mais de 30 deles estão presos em Israel.

az-ezz/dm

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