La Paz, 20 abr (EFE).- A Câmara dos Deputados da Bolívia abriu hoje uma comissão de investigação sobre a suposta quadrilha terrorista internacional que foi desarticulada em uma operação com três mortos em Santa Cruz, e que segundo o Governo planejava matar o presidente Evo Morales.

A comissão, integrada por parlamentares do Governo e da oposição, averiguará a operação policial antiterrorista que na quinta-feira passada terminou com a morte do romeno Magyarosi Arpak, do irlandês Dwayer Michael Martin e o boliviano-croata Eduardo Rózsa Flores, além das prisões do boliviano-croata Mario Tadic Astorga e do húngaro Elöd Tóaso.

A comissão será formada por cinco deputados do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS), além de outros três de cada uma das legendas de oposição com deputados: Poder Democrático e Social (Podemos), Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) e União Nacional (UN).

A comissão parlamentar também investigará os ataques com dinamite contra as casas do cardeal Julio Terrazas, na semana passada, e do vice-ministro de Autonomias, Saúl Ávalos, há quase um mês, que a Polícia atribui a esta mesma quadrilha.

O presidente Evo Morales disse hoje em La Paz que eles planejavam matá-lo dentro de um plano para "tomar o poder pela via violenta" ou "dividir alguma região". EFE az/jp

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