Deputado venezuelano diz que encontro de Chávez e Obama não demorará

Caracas, 5 nov (EFE) - Uma reunião entre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o líder eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, vai acontecer muito mais rápido que as pessoas crêem, afirmou hoje o dirigente da Comissão de Política Externa da Assembléia Nacional, Roy Daza. A agenda desse encontro, acrescentou o deputado à emissora de televisão Telesur, incluirá, entre outros assuntos, o tema da pobreza, assim como energia e petróleo, questões muito importantes tanto para venezuelanos quanto para americanos. Além disso, com a prevista retirada das tropas americanas do Iraque vamos encontrar um espaço positivo para esse diálogo, que buscará colocar fim a um conflito bilateral incentivado, ressaltou, pela era macabra e sinistra do presidente George W. Bush.

EFE |

"Nos Estados Unidos houve uma mudança (com a eleição de Obama), mas tenhamos cautela, moderação e vejamos que direção vão tomar as mudanças que estão sendo anunciadas", acrescentou o deputado venezuelano.

Chávez felicitou hoje o presidente eleito dos Estados Unidos e citou sua convicção de que "chegou a hora de estabelecer novas relações" entre os dois países, segundo uma nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

"Estamos convencidos de que chegou a hora de estabelecer novas relações entre nossos países e com nossa região, sobre a base dos princípios do respeito à soberania, à igualdade e à cooperação verdadeira", acrescentou Chávez segundo essa nota.

Também expressou que "a eleição histórica de um afro-descendente à frente da nação mais poderosa do mundo é o sintoma de que a mudança de época que gestou desde o sul da América poderia estar batendo às portas dos Estados Unidos".

Chávez qualificou terça-feira como um "dia de esperança para os americanos" e de "importante" a vitória de Obama.

Esse comunicado foi o ponto final de insistentes alusões diárias do governante venezuelano ao pleito americano, nas quais previu o triunfo de Obama e reiterou disposição de falar com ele "em pé de respeito e igualdade". EFE ar/db

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