Matamoros (México), 25 jul (EFE).- A depressão tropical Dolly, que chegou a ganhar força de furacão ao atingir o México, perde força durante a sua passagem pelo norte do país, fazendo com que as zonas afetadas recuperem a normalidade pouco a pouco, informaram hoje fontes oficiais.

O "Dolly", que atingiu na quarta-feira o estado oriental de Tamaulipas e o Texas (Estados Unidos) como um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson (que vai de um a cinco), está agora perto do limite dos estados de Chihuahua e Coahuila (ambos no norte), de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).

Às 12h no horário local (14h no horário de Brasília), o fenômeno estava a 65 quilômetros ao oeste de Ojinaga, cidade na fronteira com os EUA, no estado de Chihuahua.

O "Dolly" avança em direção noroeste, gerando nuvens densas no noroeste desse estado e da vizinha Coahuila.

O sistema, que chegou a atingir rajadas de vento de 160 km/h e que obrigou a evacuação de 23 mil pessoas em Tamaulipas, deixou em sua passagem pelo país mais de 100 mil desabrigados, como a imprensa verificou, além de dois mortos e vários desaparecidos.

Em Matamoros, cidade desse estado na fronteira com Brownsville (EUA), muito perto de onde o "Dolly" atingiu, o Exército evacuará hoje cerca de 100 famílias por riscos sanitários, revelou seu prefeito, Erick Silva.

"Serão convidados a deixar seus lares; caso não o façam, a equipe militar os tirará de lá", revelou o funcionário.

Os desabrigados serão transferidos para um albergue próximo até que sejam restabelecidas as condições mínimas de habitação. Após a passagem do "Dolly", 35 bairros da cidade estão inundados.

A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) informou hoje em comunicado que o fornecimento elétrico foi restabelecido para 83% dos desabrigados de Matamoros.

Por outro lado, a Comissão Nacional de Água (Conagua) autorizou hoje investimentos no valor de 45 milhões de pesos (aproximadamente US$ 4,45 milhões) para a execução de obras hidráulicas nesse município, que permitam atender com maior eficiência os problemas de inundação.

Os recursos serão canalizados através do Fundo de Desastres Naturais (Fonden). EFE me-jrp/bm/gs

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