Deportações de imigrantes ilegais nos Estados Unidos aumentam

Intensificação da repressão é parte do esforço de Obama de obter apoio republicano para reforma integral de imigração, diz jornal

EFE |

O governo do presidente Barack Obama deporta imigrantes ilegais em quantidades sem precedentes e intensificou a inspeção de centenas de empresas que contratam mão de obra ilegal, afirmou nesta segunda-feira o jornal "The Washington Post".

"A Agência de Imigração e Alfândegas calcula que neste período fiscal deportará 400 mil pessoas, quase 10% a mais que as deportadas em 2008 pelo governo do presidente George W. Bush, e 25% a mais que as deportadas em 2007", indicou o jornal. "O ritmo de inspeções de empresas aumentou quase quatro vezes desde o último ano do governo Bush", acrescentou.

O jornal, que citou números da Agência de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), afirmou que, no período fiscal de 2008, o governo dos Estados Unidos deportou 369.221 pessoas, das quais 114.415 tinham cometido algum crime. No período fiscal de 2009, mais 387.790 foram deportadas, das quais 136.126 tinham cometido crimes. Desde que começou o período fiscal 2010, em 1º de outubro, até 7 de junho, 227.163 tinham sido deportadas, das quais 113.453 tinham cometido crimes.

A intensificação da repressão é parte do esforço mais amplo de Obama para aplicar as leis já vigentes e, segundo o "Post", "em parte é uma forma de obter o apoio republicano para uma reforma integral do sistema de imigração ".

O diretor da ICE, John Morton, disse que espera a deportação no período fiscal que acaba em dia 30 de setembro de 400 mil pessoas, incluindo as que são forçadas a abandonar o país e as que escolheram ir embora dos Estados Unidos.

O governo de Obama deixou de lado a política do governo Bush, que realiza batidas em fábricas ou outras empresas que empregavam imigrantes ilegais resultando em detenções espetaculares de centenas de pessoas.

Até agora, só 765 trabalhadores imigrantes ilegais tinham sido detidos em seus locais de trabalho, comparando com os 5,1 mil em 2008, segundo o Departamento de Segurança Nacional. Por outro lado, a política de Obama se dirigiu às auditorias dos empregadores que estudam os documentos de trabalhadores de 2.875 empresas suspeitas de contratar imigrantes ilegais, e às quais se impuseram US$ 6,4 milhões em multas.

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