SEUL - Depois de uma pancadaria generalizada entre deputados, o Parlamento da Coreia do Sul aprovou nesta quarta-feira uma polêmica lei que permite às empresas que atuam na imprensa escrita serem donas também de redes de televisão.

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Deputada da oposição é retirada do Parlamento por adversárias políticas

Deputada da oposição é retirada do Parlamento por adversárias

Segundo a agência "Yonhap", as três emendas que reformam a atual lei sobre os meios de comunicação foram aprovadas com a rejeição da principal força opositora sul-coreana, o Partido Democrático (PD) e em meio a cenas de violência.

As emendas foram aprovadas com os votos a favor dos deputados da situação, que são maioria (169 de 299 cadeiras), e depois de o deputado Lee Yoon-sung, vice-presidente do Parlamento sul-coreano, pedir escolta para presidir a votação.

Os legisladores da força opositora, o Partido Democrático (PD), que conta com 84 cadeiras, se ausentaram da votação e tentaram impedi-la bloqueando a entrada dos deputados governamentais na sala do Parlamento.

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Oposição tenta impedir fala do vice-presidente do Parlamento
Oposição tenta impedir fala do
vice-presidente do Parlamento
Antes da votação, os deputados governistas e da oposição discutiram aos berros e depois iniciaram uma pancadaria generalizada, diz a "Yonhap". A emenda foi apresentada no Parlamento em dezembro, mas só foi votada agora devido ao forte enfrentamento entre os partidos.

Diante da repercussão da lei, diversos sindicatos de profissionais de comunicação sul-coreanos iniciaram ontem uma greve de 100 horas contra a reforma, à qual o sindicato da rede de televisão pública "KBS" se uniu nesta quarta-feira.

Após a aprovação do texto, um membro do Escritório Presidencial sul-coreano citado pela "Yonhap" disse que a nova legislação era uma opção inevitável para garantir uma maior competitividade do setor.

No entanto, várias pesquisas publicadas nos últimos meses demonstraram que a maioria dos cidadãos sul-coreanos se opõe à medida por receio de que os principais diários conservadores e conglomerados do país possam controlar a opinião pública por meio da imprensa.

Alguns analistas criticaram o governo conservador por pretender usar esta lei para controlar a população a fim de garantir o poder nas próximas eleições.


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