Depois de Harry, príncipe Charles é acusado de racismo

A assessoria do príncipe Charles negou, nesta terça-feira, que o herdeiro do trono britânico, ou seus dois filhos, sejam racistas, depois que vários jornais publicaram que Charles costuma chamar um de seus amigos de Sooty, algo como sujinho, ou pretinho.

AFP |

Essa nova polêmica surge dois dias depois da divulgação de um vídeo no qual se vê Harry, o filho caçula de Charles, chamando um membro de sua unidade militar de "Paki" (termo bastante pejorativo para se referir aos paquistaneses, ou indianos) e outro, de "cabeça de trapo", expressão ofensiva para designar os árabes.

Segundo a agência de notícias Press Association e o jornal "Daily Telegraph", que citam fontes anônimas, o príncipe Charles tem o hábito de chamar Kolin Dhillon, cuja família é originária do subcontinente indiano, de "Sooty", quando se encontram no clube de pólo de Cirencester, do qual ambos são sócios.

"Sooty", que significa, literalmente, "coberto de fuligem", é uma palavra usada para designar a cor do pêlo do cavalo.

Dhillon apoiou Charles, explicando que "Sooty" é um "termo afetuoso" e que o herdeiro da Coroa é "um homem sem qualquer preconceito".

O jornal "Daily Telegraph" afirma que tanto o príncipe Harry, quanto seu irmão William, usam esse apelido.

"Não vamos comentar um apelido que seria usado em um determinado clube", declarou a Clarence House, residência do príncipe Charles, em nota divulgada hoje.

"Sugerir que os príncipes são racistas é ridículo. Por meio de seu compromisso com suas obras de caridade, eles se dedicam a ajudar as pessoas no Reino Unido, ou no exterior, quaisquer que sejam elas", insistiu a nota.

O príncipe Harry teve de se desculpar publicamente por usar o termo "Paki", depois que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, estimou que a opinião pública lhe daria "o benefício da dúvida".

psr-lgo/tt

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