Depois de 2 anos de bloqueio, somente 25% dos produtos entra em Gaza

Jerusalém, 11 jun (EFE).- Somente 25% dos produtos básicos entram na Faixa de Gaza, em comparação com a situação anterior a junho de 2007, desde o início do bloqueio de Israel, de acordo com uma denúncia de uma organização pró-direitos humanos.

EFE |

O Centro Legal para a Liberdade de Movimento (Gisha) revelou em um documento divulgado devido ao segundo aniversário das restrições à faixa palestina que, atualmente, somente 2.500 caminhões carregados de produtos básicos entram em Gaza, por mês, em comparação com os 10.400 que entravam dois anos antes.

Em junho de 2007, o movimento islâmico Hamas assumiu o controle de Gaza, após enfrentar e expulsar seguidores da facção rival Fatah, leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Desde então, Israel reforçou o bloqueio à faixa, um território que, segundo seus habitantes e organizações humanitárias, se transformou em uma "grande prisão", onde uma política de "castigo coletivo" é aplicada ao milhão e meio de habitantes.

A organização israelense apontou que o óleo diesel que entra em Gaza é equivalente a apenas 63% do necessário e que, durante o dia, o fornecimento de energia elétrica é interrompido por, em média, cinco horas.

O número de pessoas sem acesso a água corrente é de 28 mil, enquanto o desemprego alcançou a marca de 40% em 2008, em comparação com 30% do ano anterior.

Apesar de, em março, os países doadores terem se comprometido a destinar US$ 4,5 bilhões para a reconstrução das infraestruturas destruídas na última ofensiva israelense entre dezembro e janeiro passados, nenhuma ajuda foi aplicada em Gaza.

A organização também destaca que as fronteiras continuam fechadas ao trânsito regular de pessoas, e que, em cada mês, 39 mil pessoas não podem atravessar a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, enquanto a de Erez, no norte da faixa e limítrofe com Israel, só permite o acesso segundo critérios de exceções humanitárias. EFE db/pd

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