Departamento de Justiça dos EUA rejeitou possíveis empregados por política

Washington, 24 jun (EFE) - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos levou em conta a ideologia política de aspirantes a funcionários para determinar se eles seriam contratados ou não, segundo uma investigação interna divulgada hoje.

EFE |

O relatório elaborado pelo escritório do inspetor-geral do departamento indica que foi pedido aos membros de um comitê encarregado da seleção de pessoal que filtrassem possíveis "extremistas" ou aspirantes de personalidade "rara".

Em uma proporção muito mais alta, o comitê rejeitou mais os aspirantes de ideologia esquerdista do que os com idéias republicanas ou politicamente neutros.

O procedimento, adotado em 2002, foi revisto desde então e se iniciaram novas guias para a seleção de empregados, especifica o relatório.

Em um dos casos, um destacado estudante da Universidade de Harvard que falava árabe fluentemente foi rejeitado por ser membro da organização pró-direitos civis Conselho para as Relações Estados Unidos-Islamismo.

A legislação americana proíbe que os organismos federais levem em conta as idéias políticas de uma pessoa para decidir se oferece ou não emprego a ela.

O documento indica que a prática foi mais freqüente em 2002, durante o mandato à frente do Departamento de Justiça de John Ashcroft, e em 2006, quando Alberto Gonzales era secretário de Justiça.

O departamento investiga ainda a demissão de vários procuradores, aparentemente por razões políticas, durante o mandato de Gonzales.

EFE mv/db

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