Departamento de Justiça dos EUA investiga crimes de prevaricação

Washington, 28 jul (EFE).- Altos funcionários americanos podem ter cometido um delito de prevaricação no processo de contratação de promotores e juízes de imigração, segundo um relatório apresentado hoje pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

EFE |

O relatório faz referência à ex-funcionária de coordenação entre a Casa Branca e a Secretaria de Justiça, Monica Goodling, e a dois dos colaboradores mais próximos do antigo procurador-geral, Alberto Gonzales.

Gonzales renunciou no ano passado após o escândalo gerado pela demissão de oito promotores federais em 2006, supostamente por motivos políticos.

O relatório, de 140 páginas, assinala que Goodling violou as leis federais e as normas do departamento de Justiça ao discriminar solicitantes de emprego que não fossem do Partido Republicano ou simpatizantes das causas conservadoras.

Assim, os assessores de Gonzales descartaram solicitantes que pertenciam ao Partida Democrata e, segundo a investigação, Goodling também rejeitou outra das candidatas por ser lésbica.

No relatório não se especifica se Goodling ou o ex-chefe de pessoal Kyle Sampson serão acusados.

O atual procurador-geral, Michael Mukasey, que substituiu Gonzales no cargo, disse estar "consternado" pelo relatório, mas ressaltou que "não é admissível considerar a afiliação política na contratação de empregados".

Em comunicado, Mukasey afirma que "no transcorrer do último ano e meio, o Departamento de Justiça fez muitas mudanças institucionais para solucionar os problemas apresentados no relatório".

O Departamento de Justiça está há mais de um ano trabalhando nesta investigação, aberta pelo inspetor geral deste ramo, para tentar determinar se a política influiu na designação de promotores e de juízes de imigração.

A lei assinala que o Departamento de Justiça tem que estar acima da política partidária e ser imparcial.

A investigação foi iniciada depois que alguns legisladores democratas denunciaram a intromissão da Casa Branca nos assuntos internos do Departamento de Justiça, devido à demissão de nove promotores federais no final de 2006. EFE elv/ab/rr

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