Denunciam que prisão de prêmio Nobel em Mianmar viola direitos humanos

Bangcoc, 6 ago (EFE).- Vários membros da Liga Nacional pela Democracia (LND) afirmaram hoje ao relator da ONU para os Direitos Humanos em Mianmar (antiga Birmânia), o argentino Tomas Ojea Quintana, que a prisão domiciliar de sua líder, a vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, viola seus direitos fundamentais.

EFE |

No mês passado, a Junta Militar birmanesa decidiu ampliar a detenção de Suu Kyi, que ficou sob prisão domiciliar quase 13 dos últimos 20 anos, o que provocou as críticas da comunidade internacional.

Durante uma reunião de 10 minutos com o representante da ONU, três membros da LND lhe expressaram suas queixas pelos maus-tratos que recebe a Nobel da Paz pelos militares, que governam Mianmar desde o golpe de Estado de 1962.

O porta-voz da LND, Nyan Win, também se referiu aos crimes durante as manifestações pró-democráticas de setembro do ano passado, que foram esmagadas pelo regime, e rejeitou a nova Constituição redigida pela Junta.

Ojeda Quintana, que chegou na segunda passada a Mianmar, substituiu no posto o brasileiro Paulo Sergio Pinheiro em maio, após o regime do general Than Shwe negar a ele o visto de entrada em resposta a suas denúncias sobre a contínua repressão em Mianmar.

Ontem, o novo relator da ONU seguiu para a região sul do país onde prosseguem as tarefas de assistência aos cerca de 2,5 milhões de desabrigados provocados pela passagem do ciclone Nargis em maio passado.

A viagem de Ojea Quintana ao delta acontece três meses depois que a comunidade internacional acusará a Junta Militar birmanesa de bloquear a entrada da ajuda e dos trabalhadores de organizações humanitárias no país. EFE fmg/fal

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