Denúncia de irregularidades marca eleição no Egito

Irmãos Muçulmanos do Egito, órgão com grande influência política no país, diz ter identificado problemas "graves" no pleito

EFE |

Os Irmãos Muçulmanos do Egito - grupo com grande influência religiosa na sociedade e na política egípcia - denunciaram neste domingo "irregularidades graves" nas primeiras horas do pleito parlamentar, incluindo restrições de acesso aos centros de votação e o bloqueio de seu site na internet.

Um dos porta-vozes deste grupo político, proibido, mas tolerado em parte pelo governo, disse à Agência Efe que as autoridades proibiram os representantes dos candidatos do grupo de entrar em 70% e 80% dos centros eleitorais.

Os Irmãos Muçulmanos, o principal grupo da oposição, proibido desde 1954, mas que apresenta seus candidatos a deputado como independentes, só propuseram aspirantes para um terço das cadeiras em disputa.

O site dos Irmãos Muçulmanos (www.ikhwanweb.com) "foi bloqueado e seu link no pode ser acesso a partir do Egito", mas sim a partir de outros países.  Segundo o porta-voz, a presença dos juízes nos centros eleitorais "é muito frágil diante do poder da Polícia, que aterrorizou aos eleitores em algumas zonas eleitorais".

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