Democratas-Liberais têm maioria apertada no Parlamento romeno

Bucareste, 2 dez (EFE).- O opositor Partido Democrata Liberal (PDL) da Romênia obteve o maior número de cadeiras parlamentares nas eleições de domingo, apesar de haver ficado ligeiramente atrás de seus rivais no resultado percentual, informou hoje o Escritório Eleitoral Central em Bucareste, após a apuração oficial, conforme o novo sistema eleitoral, que permite o voto em candidatos e não em listas partidárias.

EFE |

O PDL, que em percentagem de votos obteve 32,26% na Câmara dos Deputados e 33,57% no Senado, ocupará 115 e 51 cadeiras, respectivamente, 166 do total de 452 cadeiras do Parlamento bicameral.

Sua principal rival, a aliança do Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Conservador (PC), alcançou 163 cadeiras -114 na Câmara dos Deputados e 49 no Senado-, mesmo tendo mais votos na câmara baixa (33,09%) e na alta (34,16%).

O governamental Partido Nacional Liberal (PNL) terá 93 parlamentares: 65 deputados e 28 senadores, após conseguir 18,57% dos votos para deputados e 18,74% para senadores, respectivamente.

Seu aliado no Governo minoritário, a União Democrata dos Húngaros da Romênia, obteve 31 cadeiras parlamentares (22 deputados e 9 senadores com 6,17% e 6,39% de votos, respectivamente).

Além disso, entraram no Parlamento mais 18 deputados, cada um representante de uma minoria nacional da Romênia.

O nacionalista Partido Romênia Grande (PRM) ficou fora do Parlamento por não alcançar o mínimo de 5% dos votos.

Na situação de quase igualdade entre o PDL e a aliança PSD-PC, o Partido Nacional Liberal é o que pode inclinar a balança e decidir assim qual grupo que liderará o novo Governo romeno.

O líder dos democratas-liberais, Emil Boc, se mostrou disposto a se aliar ao PNL, sendo ambos partidos de direita que em 2004, unidos na Aliança eleitoral DA, levaram Traian Basescu à Presidência.

O presidente reiterou ontem, em entrevista à TV, sua rejeição à possibilidade de designar como primeiro-ministro o líder social-democrata Mircea Geoana. EFE av/jp

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