Democratas vetam verba para fechamento de Guantánamo

Washington, 19 mai (EFE).- A maioria democrata do Senado dos Estados Unidos decidiu hoje bloquear US$ 80 milhões para o eventual fechamento da prisão da base de Guantánamo, em Cuba, até que a Casa Branca explique o que fará com os estrangeiros ali detidos, em um claro revés para o presidente americano, Barack Obama.

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Obama queria que esse montante fosse incluído em um projeto de lei de despesas complementares de Defesa que o Senado deve votar nesta semana para as operações militares no Iraque e no Afeganistão.

Em tom similar à versão da Câmara de Representantes, a iniciativa do Senado prevê que o montante será aprovado 60 dias depois de a Casa Branca apresentar um plano detalhado sobre Guantánamo.

Os legisladores da câmara baixa estabeleceram o dia 1º de outubro como prazo para que a Casa Branca apresente detalhes sobre o que fará com os detidos após o possível fim da prisão de Guantánamo, e também quais serão os custos disso e da transferência dos réus para outros centros de detenção.

Separadamente, um grupo de trabalho criado por Obama pretende apresentar em julho um relatório sobre o rumo da política para aos detidos e os passos necessários rumo ao eventual fechamento de Guantánamo.

Os democratas asseguram que, apesar de apoiarem o fechamento de Guantánamo, preferem esperar para saber qual será o destino final dos 241 estrangeiros que permanecem detidos na base naval americana em Cuba.

Durante uma entrevista coletiva, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse hoje que o Governo dos EUA espera que o Congresso aprove a liberação da verba e deixou em aberto a possibilidade de Obama tratar diretamente as preocupações do Legislativo em discurso nesta quinta-feira.

Embora a decisão de fechar Guantánamo tenha sido aplaudida pela comunidade internacional, o que fazer com os detidos continua sendo uma dor de cabeça para Obama.

A possível presença de supostos terroristas nos EUA, mesmo em prisões de segurança máxima, deu munição à oposição republicana, que lidera uma campanha para atacar a política de segurança nacional de Obama.

O líder da minoria republicana na Câmara dos Representantes, John Boehner, chegou a comentar que os eleitores "não querem estes terroristas na vizinhança". EFE mp/bba

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