Washington, 18 nov (EFE).- A maioria democrata do Senado aprovou hoje, após uma reunião a portas fechadas, que o senador independente Joe Lieberman seguirá à frente da Comissão de Segurança Nacional, apesar de ele ter apoiado o republicano John McCain nas últimas eleições.

Em coletiva de imprensa, o líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, afirmou hoje que o país enfrenta muitos desafios e que não é o momento de adotar condutas vingativas.

"É muito claro que a vasta maioria do grupo democrata quer deixar o senador Lieberman como presidente de sua comissão, e membro da Comissão das Forças Armadas, e assim foi. Acabou" a discussão, afirmou Reid após a reunião.

"Joe Lieberman é um democrata. Faz parte desse grupo (parlamentar)", enfatizou Reid, ao se referir à resolução aprovada hoje.

Reid reconheceu que há coisas da corrida política de seu colega que "jamais se entenderá ou aprovará", mas também elogiou suas quatro décadas de liderança e inclusive o qualificou como "um dos membros mais progressistas do estado de Connecticut".

Já Lieberman agradeceu as expressões de confiança de Reid, falou "do começo de um novo capítulo" e reiterou sua vontade de trabalhar com o presidente eleito, Barack Obama, e com seu Governo.

Perguntado sobre o que fez para convencer os democratas, Lieberman respondeu: "tenho um histórico, um histórico de trabalhar com a oposição para conseguir resultados".

A resolução, segundo Lieberman, não repudia seu apoio a McCain, mas condena energicamente os comentários feitos pelo senador de Connecticut contra Obama durante a disputa.

Lieberman perdeu a candidatura democrata no pleito legislativo de 2006 devido a seu apoio à Guerra do Iraque, mas ganhou uma cadeira como independente.

Após seu triunfo eleitoral, Obama, conhecido por seu pragmatismo e que manifestou seu desejo de trabalhar com todos os políticos sem importar sua ideologia, defendeu que Lieberman se mantivesse com a bancada democrata.

Como presidente da Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais, Lieberman tem o poder de supervisionar todas as operações do Executivo. EFE mp/rr

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