Democratas querem ampla maioria nas duas câmaras do Congresso

Washington, 3 nov (EFE).- A oposição democrata, que controla o Congresso desde 2007, quer assegurar amanhã sua hegemonia no Legislativo, consolidando o fim de um ciclo de domínio republicano nos EUA, caso se confirme a vitória de seu candidato à Presidência, Barack Obama, favorito segundo as pesquisas.

EFE |

O panorama político favorece os candidatos democratas, no momento em que os Estados Unidos têm duas guerras inconclusas, uma crise financeira, a popularidade de George W. Bush -cerca de 25%- é a mais baixa entre todos os presidentes desde que este índice começou a ser medido e 90% dos americanos perderam a fé no rumo atual do país.

Os americanos escolherão toda a Câmara de Representantes (deputados), um terço do Senado e 11 governadores, além de outros muitos cargos locais e estaduais.

Se mantiverem as tendências atuais, os democratas consolidarão a posição atingida em 2006, quando recuperaram o controle de ambas câmaras do Congresso pela primeira vez em 12 anos.

Alem disso, alguns candidatos democratas podem vencer em locais tradicionalmente republicanos.

Segundo os analistas, a candidatura do democrata Barack Obama contribuiu para uma mobilização de eleitores sem precedentes ao Partido Democrata.

Durante um encontro hoje com a imprensa estrangeira, o analista político e professor de American University, Alan Lichtman, explicou que as eleições são, sobretudo, um referendo sobre o partido governante.

"A sorte estava jogada há muito tempo (...) aqui o que conta é a gestão do Governo atual, não tanto as campanhas", observou Lichtman, autora de um livro sobre o processo eleitoral.

Lichtman afirmou que os democratas não só ampliarão "de forma arrasadora" sua maioria na Câmara de Representantes, mas alcançarão cerca de 60 cadeiras no Senado, o que lhes permitiria avançar sua agenda legislativa com pouco ou nula obstrução republicana.

Atualmente, os democratas têm 51 cadeiras no Senado contra 49 dos republicanos.

Os senadores republicanos do Colorado, Novo México e Virgínia não tentam a reeleição e, segundo as pesquisas, esses estados poderiam se somar à coluna democrata.

A ameaça da derrota ainda paira sobre as candidaturas dos republicanos de Alasca, Minnesota, New Hampshire, Carolina do Norte e Oregon.

Para os democratas alcançarem as 60 cadeiras no Senado, precisam ganhar em todos esses estados, mais Geórgia, Kentucky e Mississipi.

A maioria dos analistas prevê que, na Câmara Baixa (de Representantes, correspondente à de Deputados), os democratas ganhem entre 25 e 30 cadeiras adicionais, ampliando sua maioria nesse órgão de 435 integrantes.

Além disso, 29 republicanos decidiram não tentar a reeleição, o que aumenta as oportunidades para os democratas.

"Se Obama ganha, trará consigo um forte Congresso democrata e poderá pôr sua marca nas políticas públicas e na vida nacional", concluiu Lichtman. EFE mp/jp

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