Democratas prometem honrar memória de Kennedy com empenho na reforma da saúde

Os congressistas democratas, enlutados nesta quarta-feira pela morte do senador Edward Kennedy, prometeram honrar sua memória com o esforço para aprovar a reforma do sistema de saúde proposta pelo presidente, Barack Obama, ainda este ano.

AFP |

Especialistas, no entanto, alertam que se a morte de Kennedy renovou o ímpeto democrata para aprovar o plano de reforma, praticamente não alterou a realidade política atual, pouco afeita à reforma que se tornou prioridade zero da administração Obama em matéria de política interna.

"O sonho de Kennedy, de um serviço de saúde de qualidade para todos os americanos, se tornará real este ano por causa de sua liderança e sua inspiração", declarou em um comunicado a líder democrata na Câmara dos Representantes, Nany Pelosi.

Pelosi destacou o fato de Ted Kennedy ter falecido um ano depois de sua aparição na Convenção Democrata em agosto de 2008, à qual ele fez questão de comparecer mesmo fragilizado pelo câncer, e onde ele fez um apelo pela reforma do sistema de saúde público e disse que faria do projeto "a causa de minha vida".

"Hoje (quarta-feira), pegamos a tocha e reafirmamos nosso compromisso com a reforma dos planos de saúde", afirmou o parlamentar democrata Chris Van Hollen, que lidera o esforço do partido para manter ou ampliar sua maioria nas eleições de 2010.

O veterano senador democrata Robert Byrd, que como Ted Kennedy perdeu algumas votações no Congresso este ano por problemas de saúde, referiu-se a ele como "meu melhor amigo no Senado". Além disso, sugeriu que o plano de reforma da legislação da saúde fosse batizado em homenagem a Kennedy.

"Em sua homenagem e como um tributo ao compromisso que tinha com seus ideais, vamos parar de gritar e xingar, para começar um debate civilizado sobre a reforma do sistema de saúde - que, eu espero, levará seu nome quando o projeto virar lei, devido a seu comprometimento em garantir a saúde de todos os americanos", indicou Byrd.

"Ele iria querer que redobrássemos nossos esforços para conseguir (a aprovação da reforma). Nós sentiremos sua falta na luta", declarou por sua vez o parlamentar David Obey, poderoso presidente do Comitê de Apropriações da Câmara dos Representantes.

ok/ap/sd

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