Washington, 17 set (EFE).- Líderes democratas anunciaram hoje que percorrerão os Estados Unidos nas próximas semanas para atrair o importante voto feminino, parcela do eleitorado que o partido vê ameaçada com a escolha de Sarah Palin para vice na chapa do republicano John McCain.

"Durante as próximas semanas percorreremos todo o país para falar das preocupações econômicas das famílias e das mulheres americanas", disse hoje Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes.

Nem ela nem outras congressistas democratas presentes à entrevista mencionaram Palin, embora o nome da republicana tenha predominado nas perguntas.

Para diminuir a ameaça da adversária, que aumentou a popularidade de McCain entre as eleitoras, Pelosi e as legisladoras que a acompanharam, como Rosa DeLauro, Diana DeGette, Jan Schakowsky, Linda Sánchez e Donna Edwards insistiram que nesta eleição a escolha é "entre mais do mesmo (McCain) e a mudança em Washington (Obama)".

A presidente da Câmara de Representantes apontou ainda que se alguém tem dúvidas de quem é o melhor candidato para dirigir o país rumo ao futuro, é "só ler os jornais nos últimos dias".

Pelosi disse que a crise vivida em Wall Street é fruto da filosofia republicana defendida por McCain, que durante anos se opôs a regular os mercados.

DeLauro e as outras legisladoras apresentaram Obama como um defensor dos interesses da mulher, como o direito a mesma remuneração que seus companheiros de trabalho homens.

Além disso, as participantes negaram a premissa de que muitos dos 10 milhões de votos femininos de Hillary Clinton possam ir para Palin.

"A senadora (Hillary) Clinton protagonizou uma magnífica campanha e seus eleitores apóiam majoritariamente Barack Obama", disse Pelosi.

De qualquer modo, as pesquisas dão motivos para preocupação, como a realizada pelo Quinnipiac entre 5 e 9 deste mês no estado da Flórida, que revela que quase 25% dos que apoiaram Hillary nas primárias dizem que votarão em McCain.

Peter Brown, diretor-adjunto do Quinnipiac, mencionou em artigo publicado este fim de semana no diário "The Wall Street Journal" que "seria ridículo achar que essa mudança não está pelo menos parcialmente relacionada com a escolha de Palin".

Segundo ele, a pergunta agora é se a tendência continuará até novembro, mês das eleições.

Na opinião do especialista, "se for assim, McCain tem uma boas chances de ganhar a Presidência". EFE tb/rb/rr

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