Democratas pedem ações firmes contra Irã

Washington, 27 mar (EFE).- Líderes democratas da Câmara de Representantes afirmaram que os Estados Unidos devem responder com urgência ao programa nuclear iraniano, e pediram ações firmes em caso de fracasso do diálogo com o Irã.

EFE |

Os membros do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara Baixa divulgaram hoje uma carta enviada ontem à noite ao presidente Barack Obama na qual expressaram sua preocupação com um relatório recente que assinala que o Irã já armazenou urânio enriquecido de baixa graduação suficiente para gerar uma arma nuclear.

Os legisladores, liderados pelo presidente do Comitê, Howard Berman, coincidiram com Obama em que os Estados Unidos não podem permitir que o Irã possua uma arma nuclear, e pediram ao Governo que estabeleça "o mais rápido possível" um diálogo "sério e crível" com esse país, de preferência antes de suas eleições presidenciais, em junho.

O objetivo dessa aproximação diplomática com o Irã, explicaram na carta, deve ser a suspensão no curto prazo do enriquecimento de urânio, através de "incentivos significativos".

No entanto, advertiram que o Irã não deve se esconder atrás dessas discussões para continuar com seu programa nuclear, e precisa suspender "de forma verificável" o programa de enriquecimento de urânio "o mais tardar em um prazo de poucos meses depois do início" das negociações.

Se o diálogo não culminar com os resultados desejados, o Governo de Washington deve "aplicar as ferramentas a seu alcance para aumentar as pressões econômicas sobre os iranianos", recomendaram na carta.

Segundo os legisladores, entre as possíveis medidas de pressão estão as sanções ao Banco Central do Irã e aos bancos internacionais que fazem negócios com os bancos iranianos, e sanções a companhias energéticas que investem no setor de gás e petróleo no Irã.

Também recomendaram sanções contra companhias que fornecem seguros a navios e aviões que utilizam os portos iranianos, e negar o acesso a portos americanos de companhias que também utilizam portos iranianos. EFE mp/mh

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