Denver (EUA.), 28 ago (EFE).

- Os democratas homenagearam Martin Luther King no aniversário do famoso discurso "Eu Tenho um Sonho", que é comemorado justamente no dia em que Barack Obama aceitará sua candidatura oficial à Presidência dos Estados Unidos.

Há 45 anos, o reverendo Martin Luther King, perante uma multidão de 250 mil pessoas reunidas em Washington, pronunciou as frases que ficaram marcadas na doutrina contra o segregacionismo racial.

"Sonho que meus quatro filhos viverão um dia em um país onde não serão julgados pela cor de sua pele", disse Luther King, em um momento em que era inimaginável que um negro fosse concorrer à Casa Branca.

Por isso, o ato de encerramento da convenção democrata em Denver, realizada em um estádio perante 75 mil pessoas, contou com um período para lembrar essas palavras.

Naquele 28 de agosto, junto ao monumento ao presidente Abraham Lincoln, dez pessoas se dirigiram à multidão. Delas, apenas uma está viva, John Lewis, que hoje falou perante os democratas em Denver para dizer que o sonho ainda não foi conquistado.

Lewis afirmou que a segregação racial e os preconceitos continuam existindo, apesar de ter considerado que "a eleição de Barack Obama será um passo crucial na materialização desse sonho".

"Mas o que ocorrerá esta noite não é o final do caminho, nem o princípio. É a continuação de uma luta que começou há séculos", apontou.

Bernice King, a filha do reverendo, se mostrou orgulhosa por estar vivendo hoje parte do sonho mencionado naquele lendário discurso, ao ver que "foi eleito um candidato, não pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter".

"A realização do sonho do meu pai não requer só um presidente como Barack Obama, mas um país valente, que enfrente o racismo e acabe com a discriminação pela cor da pele", assegurou Martin Luther King III, outro filho do reverendo. EFE pgp/bm/rr

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