Democratas dos EUA obtêm acordo no Senado para reforma na saúde

Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - Os Democratas do Senado dos Estados Unidos chegaram neste sábado a um acordo com o senador Ben Nelson que garante os 60 votos necessários para aprovar a abrangente revisão do setor de saúde do país, bandeira eleitoral do presidente Barack Obama.

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Segundo Nelson, um longo dia de negociações na sexta-feira terminou com um acordo que resolve sua preocupação de que recursos federais não sejam usados para financiar abortos.

"O plano que nós costuramos aqui, sobre o qual temos um acordo, efetivamente isola o dinheiro de uma maneira efetiva", disse Nelson a jornalistas.

"Sei que esses limites sobre o aborto são difíceis de serem aceitados por algumas pessoas", afirmou. "Mas eu não votaria a favor do projeto sem eles".

Nelson, que se opõe fortemente ao direito ao aborto, é o 60o voto dos Democratas a favor da reforma, principal prioridade legislativa de Obama.

O voto de Nelson deve garantir a vitória dos Democratas na primeira de uma série de votações agendadas para terem início às 4h (horário de Brasília) desta segunda-feira. A aprovação final pode ser obtida na véspera do Natal.

Obama pediu ao Senado norte-americano para finalizar o processo até o final deste ano para evitar que o tema seja usado em campanhas para eleições do Congresso dos EUA em novembro de 2010. Pesquisas de opinião mostraram que a proposta está perdendo apoio público.

A proposta do Senado estenderia a cobertura de saúde para 30 milhões de norte-americanos.

Inicialmente, Nelson não concordou com linguagem do compromisso de reforçar a proibição para o uso de recursos federais para abortos. Ele e outros oponentes aos direitos de aborto temem que os subsídios federais possam ser utilizados em planos que cobrem o aborto.

Uma versão da reforma no setor de saúde que passou pela Câmara dos Deputados em 7 de novembro inclui uma linguagem ligeiramente mais dura contra o aborto, mas o Senado rejeitou uma emenda que incorporava a linguagem.

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