Washington, 25 mar (EFE).- Líderes democratas do Congresso dos Estados Unidos começaram hoje a examinar o Orçamento federal para o ano fiscal de 2010, tomando como base o plano de US$ 3,6 trilhões do presidente Barack Obama, muito criticado entre os republicanos.

As propostas orçamentárias nas duas câmaras do Congresso refletem, em grande parte, as prioridades legislativas da Casa Branca, embora contenham menos despesas fiscais do que o plano de Obama.

A intenção dos democratas, que controlam as duas câmaras do Congresso, é votar o projeto de lei orçamentário no final da próxima semana, disseram fontes legislativas.

"Este Orçamento protegerá as prioridades do presidente Obama: educação, energia, cuidado de saúde, alívio para a classe média e uma redução do déficit pela metade", afirmou aos jornalistas o líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, após uma reunião particular com Obama no Capitólio.

O senador democrata Kent Conrad, que também participou da reunião, disse que "preservamos as principais prioridades do presidente, de reduzir nossa dependência do petróleo estrangeiro" e promover a excelência na educação e a reforma na saúde.

Acrescentou que o plano democrata para os próximos cinco anos prevê uma extensão dos cortes tributários para a classe média de 2001 e 2003.

Mas os republicanos continuaram suas queixas de que o plano orçamentário da Casa Branca é oneroso, contém muitos impostos e aumenta a dívida nacional a um nível insustentável a longo prazo.

De nada valem as promessas de Obama de que reduzirá pela metade, até 2012, o déficit de mais de US$ 1 trilhão que herdou da Administração do presidente George W. Bush.

O senador Judd Gregg, o republicano de maior categoria no Comitê de Orçamento do Senado, deixou claro que a oposição apresentará emendas com o objetivo de manter o déficit anual em menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

A visita de Obama ao Capitólio coincidiu com as reuniões iniciadas hoje pelos comitês orçamentários das duas câmaras do Legislativo, a fim de revisar o plano de despesas fiscais para o ano fiscal de 2010, que começa em outubro.

O diretor do escritório orçamentário da Casa Branca, Peter Orszag, tentou minimizar as diferenças entre as propostas democratas e o plano que Obama apresentou no mês passado, porque, segundo ele, "não são idênticas, mas são muito parecidas".

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs disse que Obama está "muito satisfeito com o progresso" do plano orçamentário, que "reflete as prioridades e investimentos que ele queria ver em um Orçamento". EFE mp/an

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