Democratas dizem que extradições feitas por Uribe ainda não são suficientes

Washington, 14 mai (EFE).- Líderes democratas do Congresso americano afirmaram hoje que a extradição de 14 ex-chefes paramilitares colombianos aos Estados Unidos é um bom passo do Governo de Álvaro Uribe na luta contra a impunidade, mas ainda não é o suficiente para conseguir a aprovação do Tratado de Livre-Comércio (TLC).

EFE |

Em declarações à Agência Efe, o presidente da subcomissão de Assuntos para o Hemisfério Ocidental da Câmara de Representantes, Eliot Engel, elogiou os esforços do Governo colombiano para melhorar a segurança, mas considerou que "a questão da impunidade é o que está retendo o TLC".

"Acho que o presidente Álvaro Uribe fez um trabalho estupendo para melhorar a segurança e livrar seu país das drogas, mas aqui há muitas considerações políticas e os colombianos estão, por assim dizer, apanhados no meio de tudo isto", observou Engel.

O grupo de 14 ex-chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foi extraditado ontem pela Colômbia para que respondam em tribunais americanos por narcotráfico e outros delitos.

Para o congressista, que se disse "solidário com o povo colombiano", o assunto da impunidade e os assassinatos de sindicalistas são o maior impedimento enfrentado atualmente pelo TLC desde que foi assinado, em novembro de 2006.

Além disso, também vão contra a votação do TLC a realidade das eleições presidenciais nos EUA e a enorme pressão que exercem os sindicatos neste país.

Os aspirantes presidenciais democratas, por exemplo, deixaram clara sua oposição em relação ao pacto comercial e voltaram seus esforços em promover medidas que protejam os trabalhadores americanos.

Engel fez essas afirmações após uma audiência do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara Baixa, que hoje aprovou a Iniciativa Mérida contra o narcotráfico e o crime organizado no México e na América Central.

A poucas quadras do local, em um parque do Senado, cerca de 40 congressistas e ativistas de sindicatos dos EUA e da Colômbia manifestaram-se contra o TLC com os mesmos argumentos: o país andino precisa demonstrar mais feitos em relação aos direitos humanos e trabalhistas.

Nesse ato, o senador democrata Sherrod Brown destacou que embora o Governo colombiano tenha fortalecido as instituições "a violência não diminuiu".

Brown reiterou sua oposição ao TLC e prometeu aos ativistas colombianos presentes lutar por um comércio justo.

O senador e outros democratas consideram que a extradição dos ex-chefes paramilitares "é um passo significativo, mas não suficientemente grande".

Ao mesmo tempo, a embaixada colombiana distribuiu testemunhos de vários líderes sindicais desse país que recentemente visitaram Washington para manifestar seu apoio ao TLC.

Um deles, Mario Efrén Isaacs Vinasco, presidente do Sindicato Nacional de Trabalhadores do setor agropecuário, disse que o TLC melhorará a produtividade e aumentará a demanda por trabalho, "o que representará mais empregos e salários mais altos".

Isaacs considerou que "a retórica nos EUA sobre a violência contra sindicalistas na Colômbia é desinformação propagada pelos sindicatos americanos". EFE mp/fb

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