Democratas difamam encanador Joe, diz McCain

Por Jeff Mason MIAMI (Reuters) - O candidato republicano a presidente dos Estados Unidos, John McCain, disse na sexta-feira que os democratas estão difamando Joe, o Encanador, que se tornou estrela da atual campanha depois de questionar a política fiscal de Barack Obama e ser citado mais de 20 vezes no último debate.

Reuters |

McCain passou o dia na Flórida, tentando evitar a derrota em um Estado vencido pelos republicanos nas duas últimas eleições presidenciais.

Obama foi a Roanoke, Virgínia, um Estado tradicionalmente republicano, mas que neste ano pode virar democrata. Ali, atacou as proposta de McCain para a saúde.

Liderando as pesquisas nacionais e nos Estados mais disputados, Obama recebeu na sexta-feira o apoio dos jornais The Washington Post e The Los Angeles Times.

O Post disse que Obama e McCain são candidatos "excepcionalmente talentosos e qualificados", mas que a candidata republicana a vice, Sarah Palin, "não está preparada para ser presidente".

Discursando num animado comício em Miami, McCain disse que o encanador Joe Wurzelbacher, morador de Ohio, está sendo punido por ter feito uma pergunta legítima a Obama.

"No fim de semana passada, o senador Obama apareceu na rua de Joe pedindo o voto dele, e vocês sabem o que o Joe fez? Ele fez uma pergunta dura ao senador Obama. Que bom que ele fez. Acho que o senador Obama poderia receber mais algumas perguntas duras", disse McCain.

" não foi recrutado ou fornecido por nossa campanha. Ele simplesmente fez uma pergunta. Os norte-americanos deveriam poder fazer perguntas duras ao senador Obama sem serem difamados ou se tornarem alvo de ataques políticos."

Os democratas têm nos últimos dias feito críticas a Wurzelbacher, que perguntou a Obama se teria de pagar mais impostos caso abrisse uma micro-empresa, ao que o democrata respondeu que seu desejo era "espalhar a riqueza" - Obama promete mais impostos sobre quem ganha acima de 250 mil dólares por ano.

O encanador Joe foi citado mais de 20 vezes por Obama e McCain no debate de quarta-feira à noite. Transformado em símbolo do norte-americano comum, Wurzelbacher virou estrela dos telejornais e se viu envolvido em problemas. O The New York Times descobriu que ele não tem licença para ser encanador e deve impostos atrasados.

McCain ironizou o comentário de Obama sobre "espalhar a riqueza". "Quando os políticos falam em pegar o seu dinheiro e espalhá-lo por aí, é melhor você segurar a carteira."

Já Obama declarou a cerca de 8.000 simpatizantes que a proposta de McCain para a saúde, com a promessa de um crédito fiscal de 5.000 dólares, exigiria a taxação de benefícios para a saúde e a redução do programa público Medicare para idosos em 882 bilhões de dólares.

"Se vocês contam com o Medicare, isso significa menos lugares para ser atendido, menos liberdade de escolher os seus médicos. Vocês vão pagar mais por remédios, receberão menos serviços e atendimento de menor qualidade. Não acho que isso seja correto", disse Obama, de olho no idoso eleitorado da Flórida.

Doug Holtz-Eakin, assessor econômico de McCain, diz que Obama "mente consistentemente" sobre o plano do republicano.

De acordo com ele, o crédito fiscal irá "não só blindar milhões de famílias de um aumento tributário, como irá na verdade lhes dar mais dólares para investir nas suas necessidades de saúde".

"O plano de McCain não taxa gastos médicos como o custo de um procedimento ou medicação", escreveu ele num email.

(Reportagem adicional de Caren Bohan e Deborah Charles)

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