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Democratas denunciam guerra sem fim de Bush no Iraque

Os democratas americanos denunciaram a guerra sem fim do governo do presidente George W. Bush no Iraque, num momento em que a Casa Branca se dispõe a congelar a redução do contingente militar americano naquele país.

AFP |

A pré-candidata democrata à presidência Hillary Clinton pediu nesta quarta-feira ao presidente Bush o fim da guerra no Iraque, afirmando que o Congresso deve aprovar qualquer acordo a longo prazo sobre as tropas mobilizadas no front iraquiano.

"Peço ao presidente que responda à pergunta que o general Petraeus não respondeu", disse a senadora, atualmente em campanha em Aliquippa, Pensilvania.

"Qual será o final no Iraque, levando em conta o fracasso da estratégia do reforço das tropas de alcançar os objetivos definidos pelo presidente?", questionou Hillary.

"Em segundo lugar, peço ao presidente Bush que assuma um compromisso com o povo americano, que sacrificou muito por este esforço (de guerra), e que o Congresso dos Estados Unidos tenha a chance de revisar e votar qualquer acordo de segurança a longo prazo que o presidente tenha negociado com os iraquianos", continuou, referindo-se ao acordo estratégico que está sendo negociado entre Bagdá e Washington sobre a presença americana no país depois de 31 de dezembro.

"O presidente Bush não deve deixar para o próximo presidente um acordo que prolongue nossa presença no Iraque além do tempo de seu mandato", concluiu a ex-primeira-dama americana.

Hillary, que prometeu trazer as tropas dos Estados Unidos de volta para casa se for eleita presidente, falou um dia depois que a comissão de Serviços Armados do Senado ouviu o general David Petraeus sobre a situação da guerra, às vésperas de uma declaração que Bush fará sobre o Iraque.

Num momento em que a queda do regime de Saddam Hussein completa cinco anos, a Casa Branca deu a entender nesta quarta-feira que o presidente Bush atenderá as recomendações do general Petraeus, militar de maior patente no Iraque, e anunciará na quinta-feira uma pausa por tempo indeterminado no processo de redução do contingente americano depois de julho.

Segundo especialistas, parece improvável que a partir de agora o número de tropas americanas no Iraque - que chegará a 140.000 homens no meio do ano - diminua antes que George W. Bush termine seu mandato, em janeiro de 2009, apesar da impopularidade da guerra e da pressão exercida pela campanha presidencial em curso.

Uma situação "sem um final à vista", denunciou na terça-feira o senador democrata Joe Biden, durante a audiência do general Petraeus no Congresso.

"Quando a violência aumenta, o presidente diz que não podemos trazer nossos soldados para casa. Quando a violência diminui, o presidente diz que tampouco podemos trazê-los", lamentou nesta quarta-feira o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid.

"O presidente Bush tem uma estratégia de saída para um só homem, ele próprio, em 20 de janeiro de 2009", declarou Reid.

Nesta quarta-feira, durante a segunda jornada de audiências do general David Petraeus e do embaixador americano em Bagdá, Ryan Crocker, os parlamentares democratas voltaram a se concentrar nos dois pontos mais sensíveis da opinião pública: o custo extraordinário da guerra, num momento em que se aproxima cada vez mais a ameaça de uma recessão econômica no país, e a vulnerabilidade das forças armadas americanas após seis anos de conflito no Afeganistão e no Iraque.

dab/ap/sd

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