Democratas asseguram maioria na Câmara de Representantes

Washington, 4 nov (EFE).- Os democratas conseguiram hoje manter o controle na Câmara de Representantes dos Estados Unidos, em uma eleição marcada por um comparecimento recorde nas urnas.

EFE |

"É a noite que estávamos esperando", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, apesar de vários estados ainda não terem divulgado seus resultados oficiais.

Nestas eleições, os americanos foram às urnas escolher não apenas o presidente do país, mas também os 435 novos ocupantes da Câmara de Representantes, um terço do Senado e 11 governadores.

Os democratas, que antes das eleições tinham 235 cadeiras na câmara baixa, contra 199 dos republicanos - um assento permanecia vago -, conseguiram manter a maioria nessa casa do Legislativo, onde podem ampliar ainda mais sua presença ao longo deste pleito.

Os republicanos, por sua vez, viram suas chances de virar o jogo e vencer os democratas ao sofrerem uma derrota esmagadora em Connecticut, onde o deputado Christopher Shays, o único republicano na região da Nova Inglaterra, perdeu a reeleição para o democrata Jim Hines.

Com a eleição de Barack Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos e a maioria assegurada nas duas casas do Congresso - algo que só aconteceu quando Bill Clinton foi eleito chefe de Estado em 1992 -, os democratas terão uma grande chance de fazer avançar sua ambiciosa agenda política a partir de janeiro de 2009.

A lista de prioridades inclui um cronograma para a retirada das tropas americanas do Iraque, a diminuição dos impostos para a classe média, a extensão da cobertura médica às crianças e a aprovação de um segundo plano de estímulo à economia.

Os democratas também deverão tentar aumentar a regulação sobre o setor financeiro, dada o colapso dos mercados de ações e os problemas no setor hipotecário.

No entanto, o analista John Fortier, do conservador American Enterprise Institute, disse hoje em entrevista coletiva que, em meio a um grande déficit fiscal e à maior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 30, Obama e seus correligionários "terão que ser pragmáticos em sua lista de prioridades".

"O mais seguro é que tenham que adiar alguns de seus projetos", previu o especialista. EFE mp/sc

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