Democratas apresentam plano anticrise de US$ 825 bi na Câmara

Washington, 15 jan (EFE).- Os líderes democratas na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentaram hoje o projeto de lei de US$ 825 bilhões, como pediu o presidente eleito Barack Obama, para enfrentar a recessão do país nos próximos dois anos.

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O plano inclui US$ 275 bilhões em cortes de impostos, US$ 25 bilhões menos do que pedia Obama, assim como US$ 550 bilhões em investimentos em infraestruturas e em programas sociais e de eficiência energética.

O mais provável, segundo especialistas e fontes legislativas, é que o número definitivo aumente, talvez a US$ 900 bilhões, conforme os legisladores debatam e emendem o chamado Plano de Recuperação e Reinvestimento dos EUA.

A legislação prevê a criação ou a preservação de três milhões de empregos, mais investimento em fontes energéticas, além de fundos para programas de educação e saúde.

As metas do plano, segundo o explicou em coletiva de imprensa a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, é a criação imediata e contínua de empregos.

A medida foi apresentada no momento em que a crise econômica gerou a perda de 2,6 milhões de empregos em 2008, pôs em números vermelhos vários Governos estatais e ameaça a sobrevivência a longo prazo da indústria automotiva.

Segundo a medida apresentada hoje, os Governos estatais receberiam US$ 87 bilhões como ajuda para despesas de saúde para pessoas pobres, e outros US$ 39 bilhões para que forneçam cobertura médica aos desempregados.

No plano, os legisladores deixaram de lado uma ideia apoiada pelo futuro Governo Obama de dar créditos tributários de US$ 3 mil por cada emprego criado pela empresa privada.

Segundo um resumo da legislação distribuído à imprensa, a medida mantém intacto um crédito tributário de US$ 500 por trabalhador e de US$ 1 mil por casal.

Caso aprovada, seria a legislação mais ambiciosa e que envolve mais dinheiro nas mãos da 111ª sessão legislativa, que começou em 6 de janeiro.

Os democratas querem submeter à votação o plano de reativação econômico em meados do próximo mês de fevereiro.

Em declaração escrita, Obama disse que o plano "salvará ou criará mais de três milhões de empregos", dará alívio tributário às famílias e negócios necessários e "investirá em prioridades como saúde, educação e energia, que farão dos EUA mais forte e competitivo no século XXI". EFE mp/rr

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