Delegados do Governo buscam contato com líder das Farc, diz comissário

Bogotá, 30 ago (EFE) - O alto comissário para a Paz na Colômbia, Luis Carlos Restrepo, revelou hoje que dois delegados do Governo buscam contato com o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Alfonso Cano, para falar sobre os seqüestrados em poder dessa guerrilha e de reconciliação.

EFE |

"Mandamos dizer aos máximos chefes das Farc que o Governo está disposto a um encontro direto com eles para falar de paz, que temos toda a vontade de incluir o tema dos seqüestrados em um grande acordo de paz", disse Restrepo em reportagem publicada neste sábado pelo jornal "El Tiempo".

Ele destacou também que, simultaneamente, "se trabalha em aproximações" com os blocos das Farc que têm seqüestrados.

"O presidente (Álvaro Uribe), ofereceu (aos guerrilheiros) várias alternativas que se mantêm vigentes, desde a possibilidade de sair do país até recompensa econômica", disse.

Ele revelou que existem "duas pessoas com todo o apoio logístico do Governo, dedicadas única e exclusivamente a manter o canal de comunicação, na cordilheira do Valle del Tolima (centro-sul), com Alfonso Cano (Guillermo Léon Sáenz, líder do grupo) e 'Pablo Catatumbo' (Pablo Victoria, chefe regional)".

No entanto, lamentou que "até agora não tenha acontecido contato, não houve vontade das Farc", e advertiu de que no Executivo não se descarta também "os resgates militares".

"Estamos oferecendo alternativas de reincorporação, legais e também econômicas" a guerrilheiros que mantêm seqüestrados, "porque achamos que neste momento é a via mais adequada", afirmou Restrepo.

Mas, "até agora, o que notamos é que não há uma mudança na política das Farc", destacou.

O grupo guerrilheiro "segue em sua posição intransigente e obstinada", mas, "assim que constatarmos que há uma mudança, uma vontade ou um desejo, o Governo sempre disse que está disposto a avançar nos caminhos da liberdade".

Segundo Restrepo, as Farc "estão buscando reativar os contatos internacionais, gerar espaços políticos se mostrando como atores políticos internacionais, mas sem um avanço efetivo na solução do problema do seqüestro". EFE rrm/db

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