Delegado de Micheletti não descarta opções para sair da crise

Tegucigalpa, 18 jul (EFE).- Um membro da comissão de diálogo do Governo de Roberto Micheletti disse hoje que não se descarta nenhuma opção para resolver a crise política que Honduras vive desde o golpe de Estado que tirou Manuel Zelaya do poder.

EFE |

"Os cenários não são descartáveis, nenhuma das opções", disse o emissário Arturo Corrales, em referência à segunda parte do diálogo com representantes de Zelaya na Costa Rica, sob a mediação do presidente local, Oscar Arias.

Em declarações à rádio "HRN" de Tegucigalpa, dadas em San José, Corrales considerou que as propostas de Arias de integrar um Governo de reconciliação são só "as frases iniciais", baseadas nas posições de Zelaya e de Micheletti.

Corrales lembrou que Zelaya exige sua restituição incondicional no poder e Micheletti ofereceu renunciar se o líder deposto não retornar.

"Diante desse cenário, Arias tem quase a obrigação de externar um critério que soe, de inicio, como um ponto de análise, um Governo de conciliação", explicou.

Outro cenário é aberto pela disposição do novo governante de Honduras, Roberto Micheletti, de renunciar se Zelaya não retornar, o que, para Corrales, representaria uma "decisão salomônica".

"O presidente Micheletti diz que ele depõe, e havendo em Honduras uma Constituição que indica o que acontece se ele sair, então surge um caminho para que uma terceira pessoa exercer a titularidade do Executivo", explicou.

O representante do líder também rejeitou as "intromissões estrangeiras" de qualquer tendência ideológica ou teor político no processo. EFE lam/rr

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