Delegações trocam acusações em diálogo sobre Honduras

San José - A negociação para encontrar uma saída política à crise em Honduras ganhou tensão na Costa Rica, depois que as partes envolvidas fizeram uma pausa neste domingo, no início da reunião, para trocar duras críticas.

EFE |

Aristides Mejía, ex-ministro da Defesa e membro da delegação que representa o presidente deposto, Manuel Zelaya, declarou a jornalistas que seu grupo aceitará discutir apenas a proposta colocada ontem pelo líder costarriquenho e mediador do conflito, Oscar Arias.

Mejía assegurou que a comissão nomeada pelo líder hondurenho em exercício, Roberto Micheletti, não aceitou ainda o ponto principal do plano formulado por Arias, que consiste na restituição de Zelaya no poder.

Além disso, assinalou que essa delegação traz hoje uma nova proposta, mas que Zelaya só está disposto a dialogar sobre a base sugerida por Arias.

"Não discutiremos outra proposta que não seja a de Arias. Se eles estão dispostos a aceitar o ponto um, então podemos prosseguir com os demais pontos, se não, essas conversas terminam hoje", afirmou Mejía.

Já Arturo Corrales, representante de Micheletti, denunciou pouca vontade do outro lado para avançar na busca por uma solução ao conflito.

Segundo ele, Zelaya disse, sem dar mais detalhes, que se retornar ao poder não desistiria de realizar uma consulta popular sobre uma eventual reforma da Constituição.

"Com isso se reafirma que em Honduras querem seguir violando a Constituição e as leis", disse à imprensa.

Para Corrales, com essas palavras o líder deposto "desautoriza" a comissão que está em San José, pois um dos pontos em negociação, contidos na proposta de Arias, é a renúncia expressa de Zelaya de realizar qualquer consulta popular não autorizada pela Constituição hondurenha.

Mejía não confirmou que Zelaya fez essas afirmações, assim como Corrales não reconheceu que sua delegação tenha a intenção de apresentar hoje uma proposta alternativa à lançada por Arias.

Em meio a um tenso ambiente, as comissões entraram na casa de Arias para retomar o diálogo, iniciado em 9 de junho, mas o resultado dessas conversas ainda é incerto.

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