Delegações retomam negociações sobre programa nuclear norte-coreano

Pequim, 10 jul (EFE).- As delegações dos seis países envolvidos nas negociações para a desnuclearização da Coréia do Norte retomaram hoje suas reuniões, depois de Pyongyang ter entregado uma declaração sobre seu programa e suas instalações nucleares.

EFE |

Segundo Qin Gang, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, a reunião, realizada na capital chinesa se concentrou em estudar "passos e medidas" para conseguir o cumprimento "completo e equilibrado" da segunda fase do processo de desarmamento nuclear norte-coreano.

Assim, as seis partes envolvidas - as duas Coréias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China - estudaram novamente as possibilidades para que Pyongyang renuncie a seu programa de armamento atômico em troca de incentivos econômicos e diplomáticos.

Há duas semanas, a Coréia do Norte elaborou e entregou uma lista com seu programa e suas instalações nucleares de plutônio, e em troca os Estados Unidos afirmou que cumprirá a promessa de eliminar Pyongyang da lista de países patrocinadores do terrorismo e de suspender sanções comerciais ao regime norte-coreano.

A Coréia do Norte também quis mostrar seu compromisso com as negociações, destruindo a torre de refrigeração de seu reator nuclear em Yongbyon.

No entanto, Washington já advertiu que é preciso verificar a fundo a informação oferecida pela Coréia do Norte.

Antes do início da reunião de hoje, o chefe dos negociadores chineses, Wu Dawei, quis enfatizar que todas as partes reunidas compartilham os mesmos objetivos estratégicos, "com o fim último de conseguir uma península coreana livre de armas nucleares".

O máximo negociador americano neste tema, Christopher Hill, reiterou que a verificação da declaração entregue pela Coréia do Norte levaria "várias semanas, ou inclusive meses".

Entre as medidas exigidas por Washington estão reuniões com responsáveis norte-coreanos e visitas "in loco" às instalações nucleares.

"Há muitos pontos que precisam ser examinados detalhadamente", disse Hill.

Desta maneira, ficou praticamente liquidada a segunda fase do desarmamento, em troca de que Pyongyang receberá um pacote de ajuda energética, mas fica pendente ainda que o regime declare as armas atômicas produzidas, seu suposto arsenal secreto de urânio e a venda de tecnologia nuclear à Síria.

A terceira fase do acordo, cujos detalhes foram assinados pelos seis países em 2007, prevê um inventário completo, sua verificação e a inutilização irreversível do material, em troca de que Pyongyang receba todo o 1 milhão de toneladas de petróleo pesado prometidas e inicie vínculos com Washington e Tóquio. EFE gmp/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG