Delegação iraquiana pede ao Irã fim de apoio a milícias

Por Khalid al-Ansary e Waleed Ibrahim BAGDÁ (Reuters) - Uma delegação do bloco do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, foi ao Irã para pressionar Teerã a parar de apoiar a milícia xiita, disse na quinta-feira um importante membro do governo no parlamento.

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'A AUI decidiu mandar uma delegação para pressionar o governo iraniano a parar de financiar e apoiar os grupos armados', disse Sami al-Askari, referindo-se à Aliança Unida do Iraque, que inclui os principais partidos xiitas que apóiam Maliki. 'Eles partiram ontem para o Irã.'

Jalal al-Din al-Sagheer, outro importante membro da AUI no parlamento, disse que a delegação foi enviada depois da 'séria deterioração que tomou conta da segurança no Iraque recentemente'.

'A delegação vai pedir ao governo do Irã que continue a apoiar o governo de Maliki e continue a apoiar a estabilidade no Iraque', disse ele, apesar de não confirmar se levantaria a questão do apoio iraniano às milícias.

Autoridades norte-americanas há muito acusam o Irã de fornecer foguetes, bombas avançadas para uso em beiras de estradas, além de treinar os combatentes xiitas no Iraque. O Irã nega o apoio às milícias leais ao clérigo xiita anti-americano Moqtada al-Sadr.

O governo xiita do Iraque disse que quer boas relações com o Irã xiita. Maliki reprimiu uma revolta contra a milícia de Sadr em março e encontrou forte resistência dos combatentes bem armados. O premiê diz estar determinado a desarmá-los.

O major-general Qassim Moussawi, porta-voz iraquiano sobre a segurança em Bagdá, disse em uma coletiva de imprensa nesta semana que, no último mês, o Iraque apreendeu mísseis e armas pesadas fabricadas no Irã.

Autoridades norte-americanas dizem ter coletado provas de que armas iranianas recém-chegadas ao Iraque, mas estão esperando para apresentá-las publicamente para dar tempo de os iraquianos conversem antes com o Irã.

'Primeiro, os iraquianos querem mostrar o que eles têm para o governo iraniano, antes de mostrar para o mundo', disse na quarta-feira um autoridade que viajava com o secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates.

'Antes de mais nada, é uma tentativa de dizer: 'Ei, ouçam: nós sabemos o que vocês estão fazendo. Isso não ajuda. Parem com isso!''.

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