Delegação internacional acredita que Mauritânia sairá da crise

Nuakchott, 8 dez (EFE).- O chefe da delegação da comunidade internacional que viajou à Mauritânia em busca de uma saída para a crise política interna, o chadiano Mohammed Saleh Annadif, disse que a esperança de conseguir uma solução existe, em declarações à imprensa local, ao final de sua visita.

EFE |

Annadif, que liderou a delegação deslocada este fim de semana à Mauritânia com o objetivo de buscar uma solução pactuada à situação política mauritana, expressou a disposição de todas as partes para conseguir um acordo, e acrescentou que "esta missão é uma oportunidade, mas não a última".

A delegação se reunirá em 12 de dezembro, em Bruxelas, para avaliar os resultados de sua viagem oficial.

Ao chegar a Nuakchott, no sábado passado, o grupo foi recebido pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, presidente do Alto Conselho de Estado, na presença de seu ministro de Assuntos Exteriores e de seu conselheiro jurídico.

Durante sua estadia na Mauritânia, a delegação se reuniu também com o presidente deposto pelo golpe de Estado de 6 de agosto, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, em seu povoado natal de Lemden, onde se encontra sob vigilância militar, e com outros líderes da oposição.

A delegação foi integrada por representantes de seis organizações internacionais: União Africana, Nações Unidas, União Européia, a Organização Internacional da Francofonia, Liga Árabe e Organização da Conferência Islâmica.

A União Européia tinha dado à Mauritânia um prazo até 20 de novembro para que os militares restabelecessem o presidente deposto em suas funções, sob pena de anunciar sanções econômicas contra este país.

A União Africana deu outro ultimato, que expirou em 6 de outubro, para o restabelecimento da ordem constitucional. EFE hm/an

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